Todos os dias eu recebo mensagens que não me fazem o menor sentido. Avisos referentes a depósitos bancários de pessoas desconhecidas, fotos do fim de semana na praia, sendo que eu passei o fim de semana em São Paulo e até mensagens de confirmação de dados bancários de bancos onde eu jamais tive conta. Tudo isso por meio da internet.

Ora, todas essas mensagens são excluídas da minha caixa de entrada sem que seus arquivos sejam abertos porque são mensagens mal intencionadas. Na maioria dos casos, são vírus eletrônicos que danificam os arquivos do meu computador e pior, podem contaminar toda a rede da empresa.

É sempre bom ficar atentos a essas mensagens que nos chegam por e-mail, cuja origem a gente desconhece. O responsável pela secretaria paroquial é a pessoa adequada para orientar os demais usuários da instituição a respeito dessas “pegadinhas” eletrônicas, pois a má intenção de invadir os dados das pessoas por meio virtual é uma ação que jamais passou pela cabeça da maioria dos usuários de tecnologia, mas é meio de vida de alguns poucos. O assunto é tão sério que todas as grandes instituições financeiras, no mundo, gastam fortunas todos os anos, para reduzir a margem de vulnerabilidade de seus sistemas, mas nenhuma conseguiu chegar aos 100% de blindagem.

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De tempos em tempos, lemos a notícia de que a polícia prendeu um grupo de “crackers”, termo que designa programadores maliciosos e ciberpiratas que agem com o intuito de violar ilegal ou imoralmente sistemas cibernéticos. O nome que mais se usa, entretanto, é “hacker”, que elaboram e modificam softwares, mas há um equívoco semântico que deve ser evitado.

O rastreamento da origem dessas mensagens é sempre complexo, e muitos deles já estão sendo alvo de investigações, pois os riscos financeiros têm compensado os investimentos em identificar os piratas da web e detê-los. Mas o caminho de investigação e denúncia é mais complexo para nós, usuários comuns. E, então, o que fazer? Ora, o melhor mesmo é adotar uma política segura para abrir suas mensagens eletrônicas.

8 dicas para utilizar a internet com segurança na secretaria paroquial

  1. Verifique a assinatura da mensagem que você recebeu;
  2. Não abra arquivos ou acesse links cujo assunto não é de seu conhecimento. Se for o caso, verifique junto ao remetente, a veracidade da mensagem;
  3. Ninguém fará depósitos em sua conta sem que você saiba a origem;
  4. Ninguém lhe enviará fotos ou convites de uma festa que não seja de seu conhecimento;
  5. Os bancos não mandam nenhuma informação confidencial por e-mail;
  6. Os Correios jamais lhe enviarão um telegrama eletrônico;
  7. O Ministério Público ou a Justiça jamais lhe enviará intimações pela internet;
  8. O provedor de telefonia NUNCA vai lhe enviar uma cobrança por e-mail sem que você seja informado antes.

Conclusão

Essas são as abordagens piratas mais comuns por aqui, mas a criatividade dos “crackers” vai ficando mais elaborada, à medida que os velhos truques vão ficando conhecidos. Isso quer dizer que de tempos em tempos, novas pegadinhas surgirão para lhe roubar sua base de contatos por e-mail, senhas e acessos bancários ou, simplesmente, para danificar sua máquina. Para evitar esse risco hoje e sempre, fique atento às pegadinhas e não se deixe enganar. Ninguém vai lhe dar nada de presente e ainda mais, pela internet.

Fotos de criancinhas sequestradas ou que necessitem de atendimento médico específico, sorteios mirabolantes, cestas de quitutes de uma marca famosa de chocolates, denúncias de contaminação de uma grande marca de refrigerante ou a propagação de notícias que teriam sido exibidas “ontem” em um telejornal de exibição nacional são abordagens que, se não servem para lhe roubar os dados pessoais, servem para tomar seu tempo, se forem replicadas à sua base de dados. Poupe sua generosidade e não replique essas mensagens jamais. Você terá contribuído para conter a propagação dessa mensagem, o que já é uma grande coisa para o seu tempo e em benefício dos seus contatos.

E se, por acaso, você receber uma mensagem muito preocupante, que entenda que pode ter implicações legais, o canal da Polícia Federal para denúncias é: [email protected]

Sandra de Angelis é jornalista profissional diplomada (Mtb.15.911), formada pela Fundação Cásper Líbero. Atuou como repórter, editora, produtora e coordenadora em alguns dos principais veículos de comunicação do país (Ed. Abril, TV Cultura, Record, Bandeirantes, SBT, Revista Manchete, TV Manchete, Gazeta Mercantil, etc.). Desde 1996 dirige a empresa Edge Mídia, dedicada à consultoria e desenvolvimento de projetos em Gestão da Comunicação e voltada para o segmento corporativo.

Contato: [email protected]

Fonte: Revista Paróquias, ed. 28. Para ler mais matérias sobre gestão eclesial e secretaria paroquial, assine já: (12) 3311-0665 ou [email protected]

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