A administração financeira de uma paróquia segue o mesmo esquema de qualquer outro tipo de administração de empresas. É preciso que o pároco, ao lado de sua equipe administrativa, isto é, do Conselho de Assuntos Econômicos, faça os planejamentos, encaminhe a organização necessária para a execução das ações, dirija e controle as finanças da paróquia, como ocorre em uma empresa do primeiro e do segundo setor. A diferença é que a paróquia não tem fins lucrativos, apenas busca recursos para as atividades fins, voltadas para a missão de evangelizar.

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O primeiro procedimento é a formação de uma equipe que auxiliará o pároco nesse ofício. De acordo com o Código de Direito Canônico, é obrigatório que toda paróquia tenha um conselho para assuntos econômicos. Assim diz o documento: “Em cada paróquia, haja o conselho econômico, que se rege pelo direito universal e pelas normas dadas pelo Bispo diocesano; nele os fiéis, escolhidos de Gestão eclesial – tarefas, responsabilidades e práticas 16 acordo com essas normas, ajudam o pároco na administração dos bens da paróquia, salvo a prescrição do cân. 532”. Tal obrigatoriedade faz-se necessária por causa da imensa responsabilidade nesse ofício. Além disso, como confirma a nota desse cânon, “o conselho econômico é obrigatório, como o é em todas as pessoas jurídicas canônicas (cf. cân. 1.280)”. Recomenda-se que esteja desvinculado do Conselho Paroquial de Pastoral (CPP), embora não exista norma que proíba a coincidência. Segundo a nota de Jesús Hortal, “talvez o mais prático seria, como se faz em muitos lugares do Brasil, distinguir entre um Conselho Paroquial, que trata os assuntos mais importantes, e uma Diretoria, que forma parte do Conselho e intervém na administração econômica ordinária”.

Fonte: Gestão eclesial Tarefas, responsabilidades e práticas

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