Delegar significa primeiro capacitar pessoas para serem competentes em desenvolver os trabalhos que você hoje faz.

Segundo Roy H. Willians, experiente consultor e empresário na área de publicidade nos Estados Unidos, “as palavras são elétricas; devem ser escolhidas de acordo com a tensão emocional que transmitem. Palavras fracas e previsíveis tornam ideias grandiosas tão insípidas que acabam por se perder em meio à escuridão do esquecimento. Mas palavras poderosas em combinações singulares iluminam, com brilhantismo, a mente dos seres humanos…”

E se este publicitário consegue visualizar a força elétrica das palavras, Rudyard Kipling já é mais ostensivo ao afirmar que: “as palavras são, é claro, a droga mais poderosa já usada pela humanidade”.

Se você exerce um cargo de liderança ou pretende um dia exercer, preste muita atenção, pois a sua função ao terminar de ler estas linhas é refletir: “Como estou escolhendo as minhas palavras? Ou simplesmente ainda sou daqueles que acreditam que tudo que vem à cabeça deve ser transformado em palavra e verbalizado…?”

Cuidado! A ciência da Liderança pressupõe outras artes, como a Diplomacia, por exemplo. E sem avaliar o impacto de suas palavras na mente e no coração da sua equipe, você – Sr(a) Líder – pode estar causando efeitos colaterais sérios no entusiasmo dos seus colegas e colaboradores.

A Comunicação, aliás, pode ser uma grande aliada ou uma terrível inimiga na sua gestão do tempo… Sendo assim, tenho duas dicas gerenciais que poderão lhe ajudar bastante:

1ª.  PLANEJAMENTO DE ATIVIDADES: A base da organização do tempo dentro de uma paróquia, por exemplo, passa inevitavelmente por uma ferramenta chamada Planejamento… Ter claro quais são as tarefas a serem executadas diariamente, semanalmente e mensalmente e a médio e longo prazo, é o primeiro passo.

DICA: Cronogramas são ferramentas muito úteis. Se você não tem, comece a fazer. Se não consegue se organizar, peça ajuda… Mas, transforme seus rascunhos em algo profissional. Sua secretária vai agradecer muito e sua equipe de pastoral também!  Com a comunidade o ideal é utilizar o jornalzinho da paróquia (se existir) ou informativos mensais. Um cronograma mais simplificado e com figuras para despertar a atenção das pessoas… só palavras e números tornam sua comunicação “chata e desinteressante”.

2ª. DELEGAR E NÃO CENTRALIZAR: Um líder que não delega também não está liderando. Na realidade está fazendo… Fazendo o trabalho dos outros. É claro que a equipe não vai achar ruim, pelo contrário, vai ficar mais ociosa para fazer outras coisas, inclusive aquilo que não é a prioridade do trabalho. Delegar significa primeiro CAPACITAR pessoas para serem competentes em desenvolver os trabalhos que você hoje faz. Quanto mais  tempo dedicar ao processo de formação de sua equipe, mais poderá contar com ela, mais poderá delegar para ela e no médio e longo prazo, terá mais tempo disponível para tratar das coisas mais importantes. Ser líder é ser educador, e delegação é uma estratégia muito importante para se atingir este objetivo.

DICA: Reserve no seu planejamento pessoal meia hora para orientar, sentar lado a lado de seu subordinado ou colaborador, e começar dizendo que você vai ajudá-lo a aprender uma tarefa nova, para que ele seja ainda mais competente do que já é.

Estes são apenas alguns exemplos de tudo que a comunicação pode fazer por um líder, um padre, um religioso ou mesmo um gestor de equipes de trabalho. Quando ensinamos liderança, geralmente começamos pela competência mais poderosa: “Comunicação”.

A energia e o entusiasmo da sua Comunicação são os elementos vitais para o seu Sucesso como Líder… Mas, se tudo isso ainda não o convenceu a estabelecer esta meta em 2017, então lembre-se das célebres palavras de um outro grande líder,  Napoleão Bonaparte: “Planos limitados não inflamam o coração dos homens!”

Afinal, se suas palavras não causam impacto é porque, na verdade, elas não surpreendem; elas não são eletricamente positivas e carecem de inteligência emocional… E podem fazer até o melhor sermão se tornar cansativo e sonolento.

Fabrizio Rosso é administrador hospitalar e mestre em RH, sócio e diretor executivo da FATOR RH.

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