A Pastoral do Dízimo, bem como o Conselho de Pastoral deve aprender e se acostumar fazer um constante processo de avaliação. Muitas vezes reclamamos que o dízimo não caminha, etc, mas será que não caminha ou as pessoas responsáveis não caminham no sentido de encontrar as saídas que existem?

Na avaliação se contemplam as carências que ficaram atrapalhadas; aquilo que não funcionou e a sua razão; as desmotivações que levaram o dízimo a se empacotar e não sair do seu embrulho. Avaliam-se a constância dos dizimistas, os valores arrecadados, como e onde foram aplicadas as economias, o atendimento domiciliar, a formação, a dedicação de cada agente, as vitórias, a recepção aos dizimistas, as visitas aos dizimistas que desistiram, as dificuldades enfrentadas, as reclamações, enfim, tudo que o dízimo proporciona ou deixa de se adequar à comunidade.

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Indico algumas carências e propostas. Dentre as tantas indico apenas dez para corresponder ao número do dízimo:

1ª. Pensar que o dízimo de 2014 seja maior que o de 2013. Esse tem que ser um objetivo primário. Uma conquista em pauta;
2ª. O aprendizado desse ano deve ser maior e mais elaborado. Empreender é identificar oportunidades. Elas existem e são muitas;
3ª. Repensar o modo de como aumentar a contribuição dos dizimistas. Empreender é identificar oportunidades e desenvolver meios de aproveitá-las, assumindo riscos e desafios;
4ª. Não se preocupar com os aplausos por um dízimo ultra eficiente;
5ª. Investir na gratidão e que a mesma seja maior que o seu sucesso na vida financeira. Empreender é ter capacidade de inovar;
6ª. Motivar os dizimistas a sentir prazer em colaborar com o dízimo na comunidade. O dízimo deve ser resultado de atitudes alegres e pessoas felizes;
7ª. Investir na formação dos agentes de pastoral (leitura, curso, oficinas, treinadores de novos agentes (coaching), encontro, espiritualidade);
8ª. Acreditar que o dízimo é a mais nobre maneira de contribuir na Igreja e que não existe outra saída;
9ª. Visitar mais de uma vez os contribuintes e indicar-lhes um caminho de prosperidade maior que o dinheiro e
10ª. Desejar estar com os dizimistas de forma mais efetiva nesse ano de 2014.

Esse é o desafio para um dízimo empreendedor. Empreender é ver mais além daquilo que é obvio; comum para todos ou trivial para a maioria acostumada com os pequenos regalos, por vezes, mitigados. É ter um olhar de águia que aprende a observar de cima para baixo sem ser orgulhoso.

Um agente motivado como empreendedor faz a diferença. Sem esse conceito, na prática, o dízimo fica sempre lerdo e não produz o resultado esperado. Não estamos buscando novos dizimistas e novos agentes, estamos procurando pessoas empreendedoras para assumirem esse tipo de atividade pastoral. Estamos captando luzeiros em meio a certa escuridão.

O agente e dizimista empreendedores geram riqueza. Riqueza espiritual, material, criatividade. Não estamos buscando, apenas, bons trabalhadores e mais dinheiro, mas pessoas altamente motivadas para o crescimento na comunidade de fé. Um dizimista motivado faz a diferença. Um agente empreendedor é o que buscamos!

Com o entusiasmo fervilhante de Davi: “Javé, tu és a minha lâmpada; meu Deus, tu iluminas a minha treva. Sim, contigo eu corro ao ataque, com meu Deus eu assalto a muralha” (Sl 18,29-30).

Pe. Jerônimo Gasques é Escritor e Pároco na Paróquia São José, Presidente Prudente/SP. Autor de várias obras nas seguintes áreas: Dízimo, Juventude e Acolhimento, dentre elas: “Dízimo e captação de recursos”.

Fonte: Revista Paróquias, ed. 47. Para ler mais matérias sobre gestão eclesial, assine já: (12) 3311-0665 ou assinaturas@promocat.com.br

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