Você percebeu que ao abrir uma gaveta encontra papéis, canetas, recortes de jornais, revistas, chaves e objetos  que acredita que um dia serão utilizados? Constatou que o tempo passa e estes materiais não são utilizados. Interessante observar que quando você necessitou de algum destes objetos, acabou esquecendo que estava no interior desta gaveta. Quero propor um desafio para você, pois chegou o momento de parar alguns instantes e organizar a gaveta, fazendo a expressiva diferença na vida pessoal e nas atitudes administrativas e pastorais.

Encontro pessoas que questionam se existe uma mágica capaz de transformar a vida melhor, mais plena e proveitosa. Olho profundamente nos olhos desta pessoa apresentando um sorriso e pergunto: se possível, o que então mudaria na vida pessoal ou no ambiente trabalho? O detalhe é que a resposta demora a aparecer, pois as informações na gaveta imaginária da mente e do coração estão em desordem e algumas sem utilidade.

Retire o sentimento negativo da gaveta imaginária

Imagine que no cérebro há gavetas e durante o ano que passou, você guardou no interior deste compartimento, mágoas de algum confrade ou companheiro (a) de missão, sentimento de rancor por um amigo, ódio com uma atitude negativa. O ser humano sofre quando guarda recordações negativas, rancores e mágoas na sua memória.

Há pessoas que desperdiçam o momento de viver uma nova fase da vida, pois ficam remoendo momentos vividos no passado. Observe que estes sentimentos continuarão na sua gaveta mental, se você não adotar a atitude de retirá-los. Quero propor um desafio para você: tente retirar este sentimento negativo do interior da gaveta imaginária, buscando perdoar o fato ocorrido e principalmente, a pessoa que cometeu o erro. Que tal este desafio? Vale tentar?

É importante não confundir desleixo com descontração

Você está feliz porque sua paróquia ou comunidade conquistou um espaço importante na Igreja ou na sociedade. Durante um almoço com seus confrades ou amigos, você compartilha a informação que recebeu um grande elogio do seu Bispo ou superior (a) pelas conquistas que vem alcançando. De repente, você observa que dentre as pessoas, há um comentário negativo de que você certamente está querendo aparecer e se destacar dos demais. Salve a sua alegria de pessoas que não acreditam no seu potencial e não são capazes de valorizar seu empenho, suas competências e suas qualificações, pois a alegria, a descontração, a auto-estima e a leveza são parceiras inseparáveis e não devem ser compartilhadas com desleixo.

Não se pode tomar uma atitude alegre, ao mesmo tempo, sentir o peso da crítica, da inveja, da suspeita e do ciúme. A alegria convida ao riso e o riso é bom para o coração, para o aparelho digestivo, para o fortalecimento dos músculos e para ativar todas as funções criativas do cérebro. Quando uma paróquia (indiferente do porte e da quantidade de fiéis) busca investir e valorizar a alegria no clima de missão, sem dúvida alguma, demonstra preocupação com o fator humano e relevância com a satisfação do clima organizacional.

Preste atenção!

Retirar o sentimento negativo da gaveta imaginária e também não confundir desleixo com descontração, tornam-se  diferenciais significativos nas atitudes do cotidiano para quem deseja fazer a diferença o ano todo. Não adianta reclamar que a gaveta está em desordem e que não há tempo disponível para organizá-la. É necessário atitude  para deter a reclamação e agir, lembrando que somente tem a chance de ressaltar o que há de maravilhoso na vida, quem conta com humildade e generosidade para observar que sua própria vida é repleta de saúde, aprendizagem e contínuo crescimento. Limpe e organize a gaveta, fazendo a diferença e permitindo com que seus objetivos acompanhem seu desenvolvimento pessoal e vocacional.

Dalmir Sant’Anna é Palestrante Mágico, autor do livro “Menos pode ser Mais”, Editora Odorizzi. Mágico Profissional, Pós-graduado em Gestão de Pessoas e Bacharel em Comunicação Social. Especialista e Pesquisador na área de Gestão com Pessoas. site: www.dalmir.com.br

Fonte: Revista Paróquias & Casas Religisoas – Para ler mais matérias sobre Arte Sacra, assine já: (12) 3311-0665 ou [email protected]

 

Faça um comentário