Faleceu na noite deste domingo, 27, o arcebispo emérito da Paraíba, Dom José Maria Pires, que era o bispo mais idoso do Brasil. Aos 98 anos de idade, ele estava internado em um hospital em Belo Horizonte (MG) e morreu por complicações de uma pneumonia.

Em nota, a arquidiocese da Paraíba destacou que a Igreja perde um grande pastor. Comovido, o arcebispo local, Dom Manoel Delson, declarou que Dom José foi um dos catequistas mais ativos e humildades à frente de seu rebanho, fazendo menção ao Dia do Catequista, celebrado ontem pela Igreja no Brasil.

“O ‘Dom Pelé’, como ficou carinhosamente conhecido, faz a sua passagem deixando em nós o exemplo de como ser Igreja, de como estar à frente do Povo de Deus. Descanse em paz, Dom José! Temos a certeza de que, crentes na ressurreição, ao lado do Pai, o senhor agora vai abençoar do Céu todos os que fazem a Arquidiocese da Paraíba”, disse Dom Manoel.

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Dom José Maria Pires nasceu no dia 15 de março de 1919, na cidade de Córregos (MG). Foi ordenado presbítero no dia 20 de dezembro de 1941, em Diamantina (MG). No dia 25 de maio de 1957, recebeu a nomeação episcopal e a sagração ocorreu no dia 22 de setembro de 1957, em Diamantina. Seu lema episcopal era “Scientiam Salutis” (A ciência da Salvação).

Antes de ser Bispo, Dom José foi pároco de Açucena-MG (1943-1946); diretor do Colégio Ibituruna em Governador Valadares-MG (1946-1953); missionário diocesano (1953-1955); e pároco de Curvelo-MG (1956-1957). Atuou como Bispo em Araçuaí-MG (1957-1965) e foi arcebispo da Paraíba por 29 anos, de 1966 a 1995. Dom José foi também membro da Comissão Central da CNBB e Presidente da Comissão Episcopal Regional-NE2.

Na biografia de Dom José, destaca-se ainda sua atuação na época da Ditadura Militar, quando desenvolveu um trabalho pautado na conjunção da atividade religiosa com a defesa dos direitos humanos, com vistas à mudança social. Prestou apoio nos conflitos pela terra na Paraíba, defendendo camponeses de perseguições. E lutou contra a discriminação e o racismo, incentivando a organização e a luta dos afro-brasileiros.

Fonte: Canção Nova

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