Hoje mais do que nunca as boas empresas buscam perfil de pessoas que tenham domínio sobre si mesmo e sobre situações de conflitos e ao mesmo tempo tenham uma postura ética profissional.

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Na vida pastoral a situação não é diferente, pois o agente eclesial está inserido no mundo de conflitos e contradições, para ser sinal do Reino de Deus. A criatividade, a criticidade e a fidelidade, que são fundamentos éticos, devem fazer parte da prática do agente de pastoral também nos momentos de pressão. São elementos necessários para o bom exercício pastoral.

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Alguns aspectos são fundamentais na liderança eclesial. Além de uma profunda espiritualidade que gera fidelidade e espírito de pertença à Igreja, à diocese, à paróquia, o líder na pastoral é desafiado a apropriar-se de alguns elementos éticos na prática pastoral. Uma dimensão fundamental é a profunda sintonia com a pessoa de Jesus Cristo e seu modo de exercer o serviço.

A dimensão do servidor, inspirado, em Fl 2, 7, “que Jesus assumiu a condição de servo”, deve motivar o líder pastoral a se colocar a serviço como aquele que serve (Mt 20, 28). Por isso, é importante que também se elabore uma ética profissional do agente de pastoral. Nesse sentido, apresento algumas atitudes e elementos humanos e éticos que ajudam para uma boa performance pastoral:

Capacidade de trabalhar em equipe

Aceitar opinião e posição alheia é fundamental para desenvolver um trabalho em equipe. Se a pessoa não sabe trabalhar em equipe está destinada ao “fracasso profissional” dentro da perspectiva do mundo moderno. Demonstrar espírito de equipe é uma das qualidades mais valorizadas em todas as áreas na atualidade.

Maturidade emocional

A pessoa que não sabe trabalhar com os seus conflitos pessoais sempre vai estar entrando em conflito com a comunidade. Constantemente vai “dar com os burros na água”, pois não vai aceitar opiniões contrárias. Toda oposição vai ser enxergada como “rejeição de sua própria pessoa” devido a falta de auto-estima e alto teor de complexo de inferioridade. Pessoa assim, ou “bate-de-frente” e neutraliza o outro ou “foge e coloca o outro na geladeira”. Essas práticas não geram vida na comunidade.

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Flexibilidade

Saber mudar de idéia, aceitar que o outro também pode estar com a razão, valorizar o acerto do outro…, são alguns atributos essenciais na prática da liderança e do serviço em qualquer área do conhecimento hoje em dia, ainda mais na área pastoral. “Em uma era de discernimento – etapa seguinte à da informação – como a de hoje, a idéia da flexibilidade/adaptabilidade é cada vez mais preponderante para que se possa saber como usar o conhecimento de forma efetiva na organização. Lembre-se: “muitos querem mudar o mundo, mas poucos querem mudar a si mesmo!”

Visão Global

Ter uma visão sistêmica, seja da pastoral, seja da realidade social, é algo fundamental para ter uma prática encarnada e crítica. Não se pode mais perder tempo com “voltas desnecessárias”.

Iniciativa

Não esperar que o “outro” faça, mas iniciar a fazer. O servidor é aquele que busca dar início as tarefas. Não precisa esperar que o ‘outro’ mostre o que tem que fazer, mas você é quem procura o que fazer. Claro, num trabalho de equipe, faz-se necessário criar sincronia com os outros, mas que o trabalho tenha um início, meio e fim.

Boa comunicação

Ser direto e objetivo, sem rodeios, evitando “perda de tempo ou mal entendimento”. São elementos importantes no trabalho pastoral e/ou comunitário.

Aprendizado constante

“Não basta ser apenas bom, é necessário sempre melhorar!”… A sede pelo saber e pelo conhecimento indo além do aprendido. O saber faz a pessoa ser mais humana, mais ética e mais servidora.

Enfim, a pessoa na gestão eclesial deve sempre primar por um crescimento humano, que gere uma postura ética. Essa postura ética, nos relacionamentos pastorais, dá credibilidade à mensagem evangelizadora do agente, seja padre, seja religioso ou religiosa, seja leigo ou leiga.

Pe. Joaquim Parron, C.Ss.R é Superior Provincial da Província de Campo Grande/Curitiba-Pr, Doutor em Teologia pela The Catholic University of America, USA, Mestre em Pedagogia Universitária pela PUC-PR, Especialista em Filosofia do Direito pela Universidade Católica do Paraná. Publicou os livros: “Novos Paradígmas Pedagógicos”, pela Paulus Editora; “Moral Catechesis and Catholic Social Teaching”, pela editora dos EUA – UPA.

Fonte: Revista Paróquias, ed. 17. Para ler mais matérias sobre gestão eclesial, assine já: (12) 3311-0665 ou [email protected]

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