George Weigel, conhecido apologista católico e pesquisador do Centro de Ética e Políticas Públicas dos Estados Unidos, advertiu que a “situação atual é muito pior” no mundo, do que nos dias que Paulo VI publicou a encíclica Humanae Vitae.

Humanae Vitae, publicada em 1968, menciona os temas do controle de natalidade, dos anticoncepcionais e do aborto.

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Em sua encíclica, o Papa Paulo VI advertiu sobre “o caminho amplo e fácil que tais métodos abririam à infidelidade conjugal e à degradação da moralidade”.

“É ainda de recear que o homem, habituando-se ao uso das práticas anticoncepcionais, acabe por perder o respeito pela mulher e, sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegue a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta e não mais como a sua companheira, respeitada e amada”, assinalou.

No documento, publicado há quase meio século, Paulo VI também pediu refletiu “sobre a arma perigosa que seria colocada nas mãos de autoridades públicas, pouco preocupadas com exigências morais”.

Em um artigo publicado no site First Things, Weigel, também autor da biografia mais conhecida de São João Paulo II – Testemunho de esperança -, destacou que em 2014, na União Europeia, a “taxa de fertilidade total”, o número médio de filhos que uma mulher tem durante o período fértil foi de apenas 1,58, bem menos dos 2,1 necessários para manter a população ao longo do tempo.

“Por favor, notem que nenhum país da União Europeia estava na guerra. Nem foram afetados por uma praga devastadora. A Europa também não havia sofrido nenhum desastre natural como o vulcão Vesúvio ou o Krakatoa. Em outras palavras, nenhuma das causas do colapso que reduziu as populações ao longo da história aconteceram na União Europeia em 2014”.

Segundo Weigel, “do ponto de vista das ciências sociais, as pessoas são levadas à conclusão inelutável de que a infertilidade da Europa é auto induzida”, assim como “deliberada e voluntária, não aleatória e acidental”.

Os anticoncepcionais, disse, estão levando a Europa ao “esquecimento demográfico”.

Durante a sua análise, o especialista indicou que a Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma organizará uma série de palestras durante esses meses, que são promovidas como o primeiro estudo “interdisciplinar” que tem o objetivo de comemorar os 50 anos da Humanae Vitae.

Weigel lamentou que entre os palestrantes não haja muitos “defensores do ensinamento de Paulo VI na Humanae Vitae“. Para o autor, a ausência de especialistas na defesa de Humanae Vitae “afirma que, as pessoas que prepararam esta série de palestras, infelizmente são ignorantes e não entendem nada do que está acontecendo fora de seus silos intelectuais”.

Fonte: ACI Digital

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