Na prática do dízimo em comunidade manifestamos nosso compromisso de ajudar a manter os serviços necessários que são comuns e importantes, os quais  concretizam o projeto bonito de Deus, que é o de mantermo-nos unidos a cada pessoa, a cada irmão. Por isso, afirmar que dízimo é expressão forte de comunidade é constatar que estamos envolvidos em um projeto de espiritualidade que tem consequências positivas, que ajuda as pessoas a serem melhores e mais unidas em seus objetivos e necessidades comuns e o principal de tudo, é um projeto que salva.

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São consequências positivas para nós mesmos, para os que formam esta comunidade e com um olhar para os que virão depois de nós para dar continuidade a essa experiência que nos fez bem e fortaleceu nossa fé.

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O dízimo e a comunidade

Participar em um projeto de Deus com nosso dízimo é elevar nossos bens a um nível superior, espiritual, místico. O dízimo não é nada em si mesmo, adquire importância como resultado de nosso gesto, quando possibilita que toda comunidade tenha mais amor e gratidão a Deus. O que era meu se torna nosso. A alegria é grande porque constatamos o que nos diz São Paulo, citando Jesus: “Mais feliz é aquele que dá do que aquele que recebe”.

Ao viver a experiência do dízimo, é muito fácil ir além, fazer mais, participar mais na vida da comunidade, contribuir com os dons, exercer atividades que possam ser usufruídas por todos.  Uma coisa não substitui a outra. Dízimo dos bens e dízimo dos dons significa gratidão total, alegria completa. Em comunidade o dízimo cria coisas, possibilita realizações materiais que dão condições para exercer os dons espirituais, faz acontecer a evangelização. Mas o dízimo de nossa participação nas pastorais, com nosso tempo doado, cria laços, une os corações e mentes em objetivos comuns, com visão comum, raiz profunda de sentimentos, expressão forte de comunidade.

O que acontece conosco quando compramos alguma coisa que queríamos muito? É uma grande alegria, não é mesmo? Mas com o tempo, no entanto, aquela alegria vai diminuindo, até acabar. Aquele bem que parecia a fonte de nossa felicidade é substituído por outros bens, e depois por outros, e nunca estamos satisfeitos. “O ouro aumenta a sede do ouro, e não a estanca” (Públio Siro).  A mesma coisa acontece com quem olha só para si mesmo, nunca se satisfaz. Quem partilha, quem tem preocupações com os outros, tem sempre sua alegria multiplicada e eternizada.

6 atitudes que necessitam nossa atenção

  1. Dízimo é aprender a ser simples e deve ser ensinado;
  2. Dízimo requer seu tempo, precisa amadurecer e ter seu tempo de reflexão;
  3. Dízimo tem que ser experimentado com paciência e determinação, sem pressa de resultados imediatos;
  4. Dízimo deve ser plantado, consagrado em nossa mente e coração;
  5. Dízimo precisa ser mentalizado e cultivado no coração, como expressão de gratidão e produzir nova confiança;
  6. Dízimo deve ser uma oferta voluntária, alegre, livre, fruto de conversão sincera.

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Dízimo é gratuidade

Dom Albano Cavalin dizia em um encontro diocesano do dízimo em Londrina/PR: “Sou bispo ladrão se não incentivar e ensinar sobre o dízimo, porque estou privando o povo de abrir-se para a graça de Deus, de receber as bênçãos de Deus”. Toda dúvida e incertezas sobre a importância e validade do dízimo que eu ainda tinha, a partir daquele dia desapareceram, e tem sido meta definitiva fazer o dízimo acontecer no coração muita gente. Isto não significa que não teremos mais problemas, que não haverá mais dor. Nem Jesus foi poupado do sofrimento, da morte. Mas a fidelidade a Deus na obediência generosa, todo o sofrimento, tudo o que, à primeira vista, parece ser uma grande tragédia, se transforma em grandes graças, fonte de grandes alegrias.

Devemos consagrar, entregar nossos dízimos, não para ficarmos livres dos problemas ou com outras intenções, mas sim porque sabemos que a gratidão agrada a Deus e  atrai para nosso bem as suas bênçãos. É muito bom descobrirmos que os problemas são oportunidades para a santificação.

Por isso, o dízimo não deve ser encarado como obrigação. Deus não nos obriga a nada, nos ama apenas. Com isso respeita nossa liberdade. Mas o fato de Deus não nos obrigar a nada, de nos dar a liberdade de sermos ou não fiéis, não significa que não exige nada de nós. Exige sim, Ele é justo. É preciso que sejamos justos também. Quando Deus exige algo de nós é porque quer nos abençoar ainda mais. Dízimo é um canal extraordinário de graças, é uma fonte de alegria e bênçãos.

Antoninho Tatto é Formado em Ciências Contábeis e Administração de Empresas. Autor de diversos livros, dentre eles o “Dízimo e Oferta na Comunidade”. É missionário, já visitou mais de 6.000 cidades e implantou o dízimo em mais de 2.100 Paróquias no Brasil.

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Fonte: Revista Paróquias, ed. 20. Para ler mais matérias sobre gestão eclesial, assine já: (12) 3311-0665 ou [email protected]

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