Quando nos propomos a seguir uma caminhada evangelizadora precisamos levar em conta que algumas posturas podem comprometer o resultado de nosso trabalho.

Certas lideranças costumam se portar de forma simplista e imatura diante do grande desafio que é evangelizar. É preciso deixar claro que apenas boa vontade não basta para que alcancemos resultados satisfatórios.

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Ser flexível nos contatos pessoais é de extrema importância para que aprendamos a lidar com as mais diversas personalidades. A inflexibilidade traz inúmeras dificuldades no trato com as pessoas e acaba por afastá-las da comunidade. A tolerância para com as diferenças amplia a oportunidade de acolhimento e colabora com a satisfação dos membros participantes.

Obviamente, tal tolerância deve estar atrelada à observância dos preceitos bíblicos, livre de preconceitos e/ou exageros fundamentalistas.

Viver em comunidade pressupõe trabalhar algumas características comuns a todas as pessoas (em maior ou menor grau), e que podem influenciar negativamente o grupo.

Posturas comprometedoras

Sem dúvida, algumas características atrapalham, e muito, a execução de trabalhos voltados para o bem comum. Podemos elencar algumas delas, obviamente sem a pretensão de esgotar o assunto, que é muito vasto.

Vaidade

Contribui para sufocar manifestações espontâneas de fé e valiosos testemunhos, vez que centraliza as atenções exigindo uma platéia maravilhada com as qualidades apresentadas pela liderança.

Egocentrismo e individualismo

Levam em conta, sobretudo o “eu” e não o “nós”, ferem continuamente a disposição de viver em comunidade, onde a partilha emerge como necessária e fundamental.

Inveja, fofoca, pré-julgamentos e competição

Atrapalham sobremaneira os grupos, as pastorais, os movimentos. O intuito acaba sendo conseguir evidência, ainda que cultivando atitudes mesquinhas e difamatórias. Tal se presta ao objetivo de parecer mais capacitado e se destacar, em detrimento dos demais membros da comunidade.

Falta de humildade

Contribui sensivelmente para o empobrecimento dos encontros, uma vez que o orgulho e a soberba imperam. Ninguém é tão sábio que nada tenha a aprender e nem tão ignorante que nada possa ensinar. Todos temos talentos inatos providos pelo próprio Criador e que precisam ser exercitados para que Ele não se aborreça quando solicitar a prestação de contas (Mt 25, 26-30).

Todos precisam ter a sua oportunidade dentro da comunidade, realizando o que de melhor souberem fazer. A omissão dos bons serve de incentivo aos maus. Inibir talentos alheios por puro egocentrismo, causando constrangimento e intimidação, é algo que nos será exigido futuramente quando o Senhor vier checar o andamento de nossos trabalhos.

Assim, fiquemos atentos com relação à administração de nossas comunidades. Elas precisam ser ponto de encontro, alegria, oração e partilha. Comparecer e participar devem gerar satisfação e contentamento. A comunidade precisa contar com a contribuição de cada um, oferecendo o seu talento e a sua disposição para dar seguimento a tudo o que Cristo preconizou.

Maria Regina Canhos Vicentin é Psicóloga, Escritora e Agente de Pastoral da Evangelização da Paróquia de São João Batista, Jaú/SP.

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