Concluiu-se na manhã desta sexta-feira no Auditório da Cúria Geral dos Jesuítas em Roma o Seminário Internacional sobre a situação juvenil, em preparação à XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos a ser realizada em outubro de 2018.

Ao longo desta semana, especialistas de diversas partes do mundo e jovens dos cinco continentes debateram diversos aspectos pertinentes à realidade juvenil, como a sua identidade, os jovens e o trabalho, as migrações, o compromisso social e político, os jovens e a tecnologia, os jovens e a transcendência.

Na manhã desta sexta-feira, houve o pronunciamento dos jovens presentes no encontro, seguido  pelo balanço dos trabalhos realizados durante a semana. O Secretário do Sínodo, Cardeal Lorenzo Baldisseri, concluiu o Seminário.

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Presente, entre outros, o Padre Anísio José, Reitor do Santuário Santa Rita de Cássia em Curitiba, que nos fez uma síntese dos trabalhos desta manhã:

“O trabalho no último dia é um trabalho de conclusão. Na manhã de hoje, todos os 20 jovens de várias partes do mundo, todos eles falaram. Deixaram algumas questões e falaram das iniciativas nos vários países. Dois professores convidados apresentaram a síntese, nós teremos mais uma síntese de todos os trabalhos que serão concluídos já agora ao meio-dia”.

RV: Ao longo esta semana falou-se de alteridade, de jovens e o compromisso político, de jovens e a transcendência, enfim tantos aspectos que dizem respeito à realidade dos jovens. Mas temos jovens e especialistas de diversas partes do mundo. As necessidades e os desafios são comuns, apesar das diferenças culturais?

Algumas questões elas são comuns e elas já foram apontadas pelo Papa Francisco: a Igreja em saída, os jovens que devem sempre ser acompanhados… Estas são questões comuns e elas são questões da Igreja. Existem algumas particularidades: a América Latina, que é uma Igreja muito mais viva, mas precisa aprender a refletir mais e melhor sobre as suas práticas. A Igreja na Europa, que é uma Igreja que reflete muito, mas precisa ter mais iniciativas. Então estes encontros, este encontro, é um encontro para dividir experiências – a Igreja é uma -, é um encontro de comunhão, e para aprendermos também. Nós, por exemplo do Brasil, temos muitas iniciativas e encontros grandes, precisamos refletir mais sobre as nossas práticas, mas temos muita coisa a partilhar com outras nações. Então estes encontros eles nos favorecem para enriquecer mais a Igreja que somos todos nós”.

RV: O Papa Francisco quer não um Sínodo para os jovens, mas um Sínodo com os jovens e dos jovens. Este encontro é uma iniciativa em preparação a este Sínodo. Como motivar mais para que realmente este seja um Sínodo dos jovens e com os jovens?

É interessante que existe uma Secretaria própria para isto dentro do Vaticano. Eles vão promover outros encontros ainda, convidando as Igrejas locais à refletirem sobre isto. Claro, o Sínodo por mais que ele seja um Sínodo preparado com os jovens, junto com eles, no fundo é o Sínodo dos Bispos. E os jovens então serão ouvidos, mas a palavra será dos Bispos”.

Fonte: Rádio Vaticano

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