Durante a 2ª Guerra Mundial, o general Douglas MacArthur, famoso militar norte-americano que recebeu durante cerimônia oficial a rendição do Japão em 2 de Setembro de 1945, perguntou, certa vez, a um engenheiro quanto tempo levaria a construção de uma ponte sobre determinado rio. “Cerca de três dias” respondeu o engenheiro, ficando assim encarregado de elaborar o planejamento.

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Três dias depois MacArthur perguntou sobre os planos. O engenheiro pareceu surpreso. “Ah! A ponte está pronta. O senhor já pode cruzá-la. Caso queira os planos, o senhor deverá esperar um pouco, pois ainda não os concluímos”.

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Moral da história

Embora a história com o general, aparentemente, seja uma apologia do improviso, na verdade, hoje, cada vez mais se torna necessário o planejamento em qualquer atividade que se exerça. Ora, como pastoral é ação da Igreja visando atingir o objetivo de sua existência, que é ser missionária e evangelizadora, porque ela se preocupa em realizar sua atuação da melhor forma possível e planejada. Planejar, ao invés de improvisar, é buscar o melhor caminho para atingir o objetivo perseguido.

Organize seu plano

Para que um planejamento seja eficaz é preciso que empregue uma metodologia participativa, ou seja, que envolva todas as pessoas que tenham alguma relação com o mesmo. Assim, quando os agentes da pastoral participam da elaboração do plano eles se comprometem na sua execução, além de todos se sentirem responsáveis pela missão da Igreja.

“Para que os habitantes dos centros urbanos e de suas periferias, cristãos ou não cristãos possam encontrar em Cristo a plenitude de vida, sentimos a urgência de que os agentes de pastoral, enquanto discípulos e missionários, esforcem-se em desenvolver (…) Um plano de pastoral orgânico e articulado que se integre a um projeto comum às paróquias, comunidades de vida consagrada, pequenas comunidades, movimentos e instituições que incidem na cidade, e que seu objetivo seja chegar ao conjunto da cidade” (DA, 518b). Nesse sentido, o planejamento pastoral deve articular todas pastorais, de modo a criar uma sinergia entre elas.

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8 passos para a elaboração do plano pastoral

1. Realize um diagnóstico da situação, verificando os problemas e necessidades existentes;

2. Descubra quais fatores contribuem para suas existências, tanto os positivos quanto os negativos;

3. Busque soluções e estabeleça prioridades na execução;

4. Identifique os setores e as pessoas envolvidas na ação pastoral e escreva os passos operacionais;

5. Faça o levantamento dos recursos humanos, físicos e econômicos necessários para a execução do plano;

6. Apresente metodologia de trabalho na ação pastoral: formação, palestra, testemunhos, etc;

7. Liste as ações pastorais, sinalizando o que vai fazer, quando, com quem, como, quais os recursos empregados e o local;

8. Aponte a previsão de custos e os recursos financeiros para cobri-los.

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Diác. Francisco de Assis Gonçalves é Coordenador da Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo.

Fonte: Revista Paróquias, ed. 16. Para ler mais matérias sobre gestão eclesial e secretaria paroquial, assine já: (12) 3311-0665 ou [email protected]

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