Tratar pessoas como coisas: o costumeiro início do pecado
Tratar pessoas como coisas: o costumeiro início do pecado (Foto:Divulgação)

O prolífico escritor Terry Pratchett, em seu livro Carpe Jugulum, nos apresenta o seguinte diálogo entre dois personagens: a sábia senhora Granny Weatherwax e o pregador iniciante Oats, que tem receio de fazer afirmações contundentes porque está contaminado pela ideia relativista de que “não existe preto e branco: tudo tem tons de cinza“.

É certamente verdade que a esmagadora maioria das coisas tem matizes, mas afirmar que nada é o que é significa absolutizar o relativo, o que nos leva a cair em uma evidente contradição lógica e a negar, por exemplo, que exista a bondade pura.

Mas lá vai o diálogo em questão, a partir do momento em que o pregador afirma que a natureza do pecado está relacionada com “muitos tons de cinza”.

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Granny Weatherwax: “Não existe esse cinza: existe um branco que foi se sujando. Estou surpresa de que você não soubesse disso. E é pecado, jovem, quando você trata as pessoas como coisas. Incluindo a si mesmo“.

Oats: “É muito mais complicado do que isso“.

Granny Weatherwax: “Não. Não é. Quando as pessoas dizem que as coisas são muito mais complicadas do que isso, é porque estão preocupadas com o fato de não gostarem de encarar a verdade. Pessoas tratadas como coisas: é aí que começa“.

Oats: “Ah, eu tenho certeza de que existem crimes piores…”

Granny Weatherwax: “Mas eles começam quando pensamos nas pessoas como coisas“.
O pecado é essencialmente a ofensa a Deus por contrariarmos o Seu Amor, mas é certamente revelador que essa contrariedade ao Amor de Deus costume quase sempre manifestar-se no tratamento que damos a nós mesmos e aos outros como coisas e não como filhos d’Ele, chamados a participar da Sua Perfeição. Uma consideração a levarmos em conta!

Fonte: Aleteia

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