Desde março de 2013, quando assumiu a liderança da Igreja Católica, o papa Francisco vem despertando a simpatia dos jovens com suas ideias progressistas.

Veja a seguir as principais ideias do papa Francisco:

  • Anulação e divórcio: Em carta papal divulgada nesta terça-feira (8), o papa Francisco tornou a anulação do casamento um procedimento mais simples. Agora, basta uma sentença para anular um casamento. Antes, eram necessárias duas sentenças. Outra discussão que tem dividido católicos é a possibilidade de uma pessoa divorciada poder se casar na igreja novamente. Francisco insiste que esses católicos não são excomungados e devem ser bem-vindos.

 

  • Aborto: Dando mostras de que valoriza mais a misericórdia em detrimento da moral, Francisco recomendou a todos os padres que absolvam de pecado as mulheres e os médicos que realizarem abortos, desde que eles tenham mostrado arrependimento de seus atos. A recomendação do papa, porém, não modifica o que a Igreja pensa do aborto: a prática resulta em excomunhão automática pelas leis canônicas desde 1398.

 

  • Capitalismo: As críticas que o papa Francisco faz ao sistemas econômicos que “idolatram” dinheiro em vez de pessoas fazem com que o pontífice seja apontado por setores conservadores da sociedade como marxista. Aos críticos, Francisco responde que não prega o comunismo, mas sim o Evangelho.

 

  • Meio Ambiente: Francisco foi o primeiro papa a usar dados científicos num documento de ensino quando classificar o aquecimento global como um grande problema criado pelo homem por meio do excesso de consumo. No documento, Francisco denunciou um sistema econômico mundial “estruturalmente perverso” e baseado na busca pelo lucro, que explora os pobres e arrisca transformar a Terra numa “imensa pilha de lixo”.

 

  • Imigração: Francisco denunciou a “globalização da indiferença” que o mundo mostra a imigrantes e alertou a Europa e outros países para que abram suas portas para refugiados que procuram vidas melhores. “Não podemos deixar que o mar Mediterrâneo se transforme num vasto cemitério!”

 

  • Drogas: Segundo o papa Francisco, o combate ao uso de drogas não deve ser pela legalização delas, mas sim tratando a desigualdade social e a falta de oportunidades para jovens.

 

  • Celibato: No ano passado, Francisco disse que o celibato para padres é “uma regra da vida”, mas, como não é um “dogma de fé”, a porta está sempre aberta para discutir o tema. Quando ainda era o cardeal Jorge Bergoglio, o pontífice se disse a favor do celibato “por enquanto”.

 

  • Homossexuais: Em 2013, quando questionado sobre um monsenhor do Vaticano que teve um amante gay no passado, o papa Francisco respondeu: “Quem sou eu para julgar?”. Perguntado depois sobre sua posição em relação a homossexualidade, Francisco disse que sua resposta era apenas uma repetição dos ensinamentos da Igreja. “Quando Deus olha para uma pessoa gay, ele endorsa a existência dessa pessoa com amor ou a rejeita e condena? Temos de sempre considerar a pessoa”.

 

  • Pena de morte: Para o papa Francisco, a pena de morte “simplesmente não se justifica atualmente”. Ele considera a punição como “inadmissível”, não importa a gravidade do crime” e, segundo ele, a prisão já é uma “pena de morte escondida” e o confinamento solitário uma “forma de tortura” – e disse que ambos devem ser abolidos.

 

  • Abuso sexual: Com as frequentes denúncias de abuso sexual praticado por padres, a maioria com crianças, o papa Francisco criou um tribunal especial para julgar os bispos que, por negligência ou arbitrariedade, não investiguem os abusos de crianças dentro da Igreja.

Fonte: Estadão

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