Todo casal briga, certo? Sim, mas nem todos fazem algumas coisas citadas neste artigo. Especialmente aqueles que lutam por seu casamento

O célebre e premiado professor de psicologia, escritor e codiretor do Marital and Family Institute de Seattle, John Gottman, em seus estudos sobre os relacionamentos maritais, chegou a alguns resultados sobre as brigas no casamento que são realmente relevantes.

Segundo ele as brigas são boas e ajudam os casais a se conhecerem em suas similaridades e diferenças e estabelecer um relacionamento mais verdadeiro. Ele relaciona os estilos de “brigas” que os casais tendem a ter:

Validante – Esses casais tendem a conciliar-se sempre e o fazem de maneira calma.
Inconstante – Esses casais tendem a explodir um com o outro, têm brigas constantes e emotivas.
Evitativo – Preferem o silêncio ao conflito. Ignoram, concordam em discordar

Porém ele alerta sobre o que ele chama de “Os quatro cavaleiros do Apocalipse” na briga que são a crítica, o desprezo, a atitude defensiva e a insensibilidade. Segundo o Dr. Gottman quando os “cavaleiros” aparecem frequentemente nas brigas, o casamento está caminhando para a dissolução. Portanto, devem ser evitadas as seguintes atitudes:

1. Criticar

Diferente de reclamar, a crítica atinge o outro e quem ele é. Quando um cônjuge reclama do casamento, da situação, de algo que não gostou, essa reclamação é direcionada a um acontecimento dentro do casamento e não ao cônjuge, seu caráter ou sua personalidade. Quando um marido reclama dos exageros financeiros da esposa, por exemplo, essa crítica deve ser direcionada ao excesso de gastos e não à pessoa. Ele pode dizer: “Você gastou demais com essa compra e desestabilizou nosso orçamento” ao invés de “Você é uma gastadora, irresponsável”. Ambas as expressões podem gerar uma briga, mas a primeira é produtiva no sentido de chegar a um acordo, a segunda não.

2. Desprezar

Pior ainda que a crítica é o desprezo. É uma nítida intenção de diminuir e insultar o cônjuge. É o chamado “colocar o dedo na ferida”. Algo doloroso é intencionalmente pensado e dito com o intuito de desrespeitar o outro. Esse comportamento degrada o relacionamento e mostra o nível da relação como próxima do fim. Frases como: “Você é um perfeito imbecil” ou “você é uma preguiçosa desleixada” cortam fundo e nem sempre é possível curar a ferida. Se algo não for feito imediatamente o casamento não suportará.

3. Agir na defensiva

Na briga um não vê o lado do outro. Quando a discussão se inicia cada um já começa a pensar no que vai dizer e em provar que está certo. Não há comunicação verdadeira. Apenas defesa. Não há análise da reclamação que o parceiro faz, se é justa ou não, apenas a necessidade de se proteger. Nesse ponto não há como chegar a um consenso. As acusações voando de ambos os lados impossibilita qualquer mudança de comportamento ou correção da causa do conflito. Frases comuns são:

“Você está pago para ficar calado”, “Ah, sou eu o errado, né? E você que fez…”

4. Insensibilidade

É traduzida pela frase “entra por um ouvido e sai pelo outro”. Não há meios de discutir de maneira sensata. Um dos dois (ou ambos) já não ouve, não se importa. E se ouve, não responde, não participa, se retira do ambiente ou se fecha completamente. É um dos comportamentos mais irritantes para aquele que quer resolver o problema e geralmente os maridos o fazem com as esposas. Não há meios de se reconciliarem se não houver uma mudança de comportamento.

Brigas e discussões fazem parte da maioria dos relacionamentos. O que determina a qualidade das brigas é o seu conteúdo, a frequência em que acontecem, e o equilíbrio entre o que é dito de ruim (sobre situações e não pessoas) e o reconhecimento das qualidades um do outro. Se um casal preza sua relação deve evitar a todo custo trazer os quatro cavaleiros do apocalipse para seu casamento.

Por:Familia.com

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