É a suposta passagem da alma humana, após a morte do corpo, para outro corpo.
Segundo as mais recentes estatísticas a respeito de fé em Deus e elas mostram que em França, para as idades entre 15 e 30 anos, nos últimos 20 anos, os que crêem em Deus estão numa percentagem que baixou dos 73% para 57%, enquanto os que acreditam na reencarnação estão numa percentagem que subiu de 23% para 28%.

Os que acreditam na reencarnação, acreditam num ciclo perpétuo de morte e renascimento.

Segundo esta crença as pessoas viveriam a sua vida normal na Terra e depois da morte voltariam a uma nova vida, em corpo diferente, admitindo que se pode reencarnar mesmo em corpos de animais.

A ideia de reencarnação era uma antiga crença dos Hindus para quem o mundo era considerado fundamentalmente irreal.

Segundo a sua crença a finalidade da vida seria vencer a irrealidade do mundo para atingir uma perfeição espiritual ou a chamada “Realidade Absoluta”.

Ora, para se adquirir esta “Realidade Absoluta” seriam necessárias milhões de sucessivas Reencarnações.

O ensinamento de Cristo está em oposição a esta crença cíclica e interminável de vida

Enquanto os Reencarnacionistas acreditam numa sucessão interminável de vidas, os Cristãos admitem uma única vida segundo o que nos diz S. Paulo :

– Assim como está determinado que os homens morram uma só vez, depois do que vem o juízo, assim também Cristo, que Se ofereceu uma só vez para apagar os pecados de muitos, aparecerá uma segunda vez, mas não por causa do pecado, àqueles que O esperam, para lhes dar a salvação. (He.9/27).

Segundo a fé cristã, cada ser humano é único e a sua vida não volta a repetir-se.

Cada um de nós (com excepção dos dementes) é responsável pelos seus actos, de que dará contas a Deus em ordem à salvação eterna :

– Estes irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna. (Mt.25/46).

Também se chamou “Transmigração” ao fenómeno da Reencarnação, que foi sustentado pelos Gnósticos heréticos dos séculos II e III.

Escritores cristãos dos primeiros séculos, como Tertuliano, Orígenes e Santo Ireneu, refutaram as doutrinas dos Gnósticos que admitiam uma outra vida na terra depois da morte.

Os partidários da Reencarnação pretendem escapar ao peso das responsabilidades pelos seus atos.

Se vão continuar a reencarnar para sempre, não há que temer pelo julgamento final que nunca existe para eles.

Este estudo tem merecido as atenções do Vaticano.

De 17 a 20 de Março de 1997 houve um Simpósio na Universidade Gregoriana de Roma subordinado ao tema “Reencarnação e a Mensagem Cristã”.

Por um lado houve quem dissesse que a crença na Reencarnação pode ser usada como prova da vida após a morte.

Mas uma das primeiras apresentações revelou que os aderentes às teorias da Reencarnação têm subido em países com uma maioria cristã, e pensa-se que isto pode ser devido aos muitos contactos com as Igrejas Orientais.

O Jesuíta P. David Toolin, recomendou que a Igreja Católica devia receber e dialogar com os que dizem que tiveram experiências da vida após a morte, porque, na realidade, há muitas pessoas que afirmam que durante uma morte aparente, ou um estado de coma, tiveram certas experiências muito significativas.

O Cardeal Paul Poupard, Presidente da Congregação Pontifícia para a Cultura, disse que o conceito cristão da vida depois da morte, oferece maior esperança do que o da reencarnação.

O Cardeal Ratzinger, responsável pela doutrina da Igreja disse que a reencarnação é moralmente muito cruel, por causa do seu eterno ciclo de vida terrestre, que parece um ciclo infernal.

E o Catecismo da Igreja Católica ensina claramente :

  1. – A morte é o fim da peregrinação terrena do homem, do tempo da graça e da misericórdia que Deus lhe oferece para realizar a sua vida terrena segundo o plano divino e para decidir o seu último destino. Quando acabar “a nossa vida sobre a Terra, que é só uma” (LG 48), não voltaremos a outras vidas terrestres. “Os homens morrem uma só vez” (He.9/27). Não existe “reencamação” depois da morte.

Os livros e revistas da especialidade apresentam muitos casos de pessoas que relatam acontecimentos de outras vidas passadas, e tiram como explicação única uma reencarnação.

Segundo a fé católica que não aceita a reencarnação, temos que admitir que há muitas coisas para as quais não se encontra uma explicação razoável, e é apenas isso o que podemos dizer, até que cientificamente se possam provar.

Para um católico, um verdadeiro católico, o que conta é o que nos ensina o Magistério da Igreja acerca da vida após a morte.

Fonte: Universo Católico

Compartilhe:

Faça um comentário