Somos responsáveis pelas nossas atitudes e comportamentos que conduzem ao bem do outro e de si mesmo

Em Marcos 7,14-23, o evangelista reflete sobre a lei da pureza. Só que Jesus começa a aprofundar sua mensagem, porque mais uma vez ele discute com os fariseus e doutores da lei sobre o que de fato é impuro. Sua postura é a de prevenir o povo dizendo “escutai-me todos e compreendei. Não há nada exterior ao homem que sai do homem, eis o que torna o homem impuro” (v. 14-15). Por isso, Jesus veio da parte do Pai, a fim de tirar do nosso coração as ideias más, que porventura podem levar-nos a praticar imoralidades, roubos e outros males. Isto quando sai do coração humano, não está praticando e nem alimentando sua fé em Deus.

Nós, talvez, como os discípulos, não entendemos bem a rejeição de Jesus dos costumes e tradições que levam a pessoa a ter um comprometimento fechado, egoísta, como a prática dos fariseus e judeus piedosos. Jesus desvela a nossa máscara, mostrando que não compreendemos aquilo que vem de fora e penetra em nosso coração e mente para tornar-nos impuros. Trocando em miúdos, Jesus quer dizer que tudo aquilo que nos influencia negativamente torna-nos pessoas amargas e orgulhosas e maldosas, levando a cometer atos indevidos contra as pessoas. Não é isso que faz uma pessoa de bem.

Depois Jesus diz que o torna a pessoa impura, vejamos: “de fato, é do interior, é do coração do homem que saem as más intenções, perversidades, astúcias, inveja, injúria, vaidade, insensatez. Todo este mal sai do interior e torna o homem impuro” (v. 20-23). Assim, a moralidade de Jesus centra-se na consciência humana, que cria os projetos e dá uma direção às coisas.

Observamos que Jesus denunciou situações de maldição e morte que afetaria a humanidade. Não se assemelha com nada que possa se refletir a Deus. As situações que ele cita estão relacionadas à injustiça. Ali é que se julgam as questões de vida e de morte para o povo. O que vai contra a vida de seus filhos e filhas é o que realmente ofende a Deus-Pai.

Nesse sentido, Jesus quebra tabus que solidificavam diferenças entre as pessoas como esta questão da lei do puro e impuro que atingia o povo daquela sociedade injusta e hipócrita. Ele mostra que esta lei gerava privilegiados e marginalizados, opressores e oprimidos. Na verdade, é a partir da nova moralidade que Jesus integrava a pessoa na sociedade e na religião. De fato, tudo o que gera vida no coração humano realiza uma nova aliança com Deis. Somos responsáveis pelas nossas atitudes e comportamentos que conduzem ao bem do outro e de si mesmo. Pois tudo o que vem do  nosso coração com fé e amor, está realizando o Reino de Deus em nossas famílias e em nossa comunidade.

Refletir

  1. Em nossas comunidades, bairro ou cidade existem costumes, tradições que mais prendem e escravizam as pessoas ao invés de libertá-las?
  2. Cristo veio transformar nossos corações, pela ação do Espirito Santo, libertando-nos do fingimento, da hipocrisia, das desculpas fáceis, baseadas em certas leis que nos ajudam a crescer. Será que estamos agindo como Cristo nos ensina?

ASSINE A REVISTA PARÓQUIAS & CASAS RELIGIOSAS investimento para sua formação!

[email protected]

Compartilhe:

Faça um comentário