Há uma exigência implícita de se criar um ambiente de administração de qualidade nas paróquias. É necessário conciliar eficiência e dinamismo gerencial e operacional, com uma postura no ser e no agir, bem como, que seja meio e instrumento de irradiação da evangelização.

É possível fazer síntese da competência técnica, pautando-se nos valores e princípios da ética e da moral cristã, além de ser criar e manter um ambiente administrativo de qualidade, que seja dinâmico e atuante, técnico e rentável.

A função de reger envolve o gerenciamento dos recursos humanos, materiais e técnico-operacionais da organização, além de atuar em todo sistema operacional da organização das dioceses e paróquias, bem como das províncias, casas e obras dos institutos de vida consagrada e entidades assemelhadas.

A administração paroquial é operada de modo que todos os recursos humanos, materiais e técnico-operacionais se desenvolvam coordenadamente, na consecução dos fins institucionais da Igreja.

Tal operação exige uma visão do conjunto da organização católica e o preparo adequado para o exercício de todas as funções do múnus de reger no âmbito da paróquia, do mesmo modo que exige uma visão global de todos os elementos que concorrem para o bom funcionamento operacional dos demais múnus e ministérios eclesiásticos.

Administrar é essencialmente lidar com pessoas, e como a consecução dos fins e da missão da Igreja depende, essencialmente, do imenso potencial humano dos clérigos e consagrados e da comunidade paroquial, o exercício do múnus de reger requer especial atenção dos párocos e dos colaboradores leigos que exercem funções, serviços e ofícios nas paróquias.

Ressalte-se que a mesma capacitação acadêmica, da ciência e técnica da boa administração e para o bom desempenho funcional que é exigido para os clérigos (cân. 256) e consagrados(as), também é exigida para os colaboradores leigos candidatos a alguma função operacional nas paróquias, como para o conselho paroquial, coordenação das pastorais e secretaria paroquial, entre outras.

A probidade, o empenho pessoal e uma postura compatível com a dignidade do ser católico são qualidades essenciais, mas insuficientes porque, para uma função operacional na paróquia, requer-se capacitação técnica para a função associada a qualidades essenciais de caráter e de capacidade de fazer síntese.

Entre os valores cristãos, considero os princípios da boa ciência e técnica no agir cotidiano, pois, a paróquia, assim como as obras dos institutos de vida consagrada e entidades assemelhadas, devem ser centros irradiadores de uma evangelização que parte de dentro (da auto-evangelização de todos que operam na organização e de um ambiente operacional e administrativo evangelizado), que se converte em uma evangelização pelo exemplo.

O Pároco tem o dever e o direito de exigir de todos os colaboradores, competência técnica e conduta compatível, além da dedicação e empenho em agregar qualidade ao ambiente administrativo e operacional da paróquia, sendo indispensável o requisito de uma postura adequada aos princípios evangélicos e da ética e da moral cristã; mesmo porque, evangelização é convencimento, e convencimento é um processo (lento e gradual) que exige competência, conteúdo e coerência.

Elenita Dalaméia é autora dos livros: administração diocesana e paroquial, contabilidade eclesiástica e administração paroquial, da Editora Loyola.
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