“Não há sobreviventes”, confirmou o ministro dos Transportes, Alain Vidalies

Um avião Airbus A320 da empresa Germanwings – que pertence à Lufthansa – caiu nos Alpes Franceses nesta terça-feira, 24. A aeronave havia partido de Barcelona e deveria pousar em Dusseldorf.

“Não há sobreviventes”, confirmou o ministro dos Transportes, Alain Vidalies.

As informações sobre a quantidade de passageiros ainda não foi confirmada, mas os jornais franceses falam em 148 pessoas a bordo, sendo que 142 eram passageiros. A mídia espanhola diz que 45 pessoas que estavam a bordo eram do país. Segundo o jornal “Le Monde”, a aeronave desapareceu dos radares por volta das 11h.  A área da queda fica localizada a cerca de 900 metros do maciço “Trois evechés”. Cerca de 240 pessoas – entre bombeiros e policiais – estão no local para ajudar nas buscas.

O porta-voz do Ministério do Interior da França afirmou que o governo “teme que haja um balanço muito grande” de vítimas. Já o presidente da França, François Hollande, afirmou que todas as informações sobre o desastre levam a crer que não há nenhum sobrevivente. A rádio Europe 1 disse que o avião “está quase intacto”, segundo fontes militares.

“É uma tragédia. As condições do incidente nos fazem pensar que não há algum sobrevivente”, disse. Ainda de acordo com o presidente, há “muitas vítimas alemãs”.

A imprensa francesa diz que o piloto da aeronave chegou a reportar um pedido de emergência após 1h20 de voo. E o jornal “Le Figaro” afirmou que essa aeronave tinha mais de 24 anos de uso.

Já a France Info afirma que o avião voava “muito baixo” na hora do acidente, a cerca de 1,8 mil metros de altura. Ele teria colidido com uma montanha com 3 mil metros de altura.

O site de monitoramento Flightradar24, especializado em monitoramento de voos, afirmou que o A320 fez uma “anomalia” em sua rota antes de cair. Segundo eles, a aeronave saiu de 38 mil pés e começou a cair vertiginosamente até os 24 mil pés em cinco segundos. Aos 6,8 mil pés, o contato foi perdido.

O porta-voz da Lufthansa, Carsten Spohr, afirmou que hoje é “um dia negro para a nossa companhia” e disse que ainda “não está claro” o que aconteceu.

Por ANSA

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