Amor de Mãe - a maternidade como Dom de Deus

Alessandra Flávia fala sobre o exagerado amor de mãe – de onde isso vem? “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15,12)

A escritora Alessandra Flávia é também cantora, missionária, esposa e uma mãe apaixonada por seus filhos Mariana e Rafael. Em texto, ela expressa a grandeza do amor materno e o retrata com uma Dom de Deus. Confira:

“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15,12). Ao ouvirmos esse ensinamento de Jesus, sabemos que não se trata de tarefa fácil. Nunca me achei capaz de amar como Jesus amou. Sinceramente. A Sua capacidade de amar não se compara à minha. Mas sempre me esforcei em cumprir esse mandamento que Ele nos deixou, embora me julgasse demasiadamente limitada para isso.

Em dezembro de 2007 algo mudou essa perspectiva dentro de mim: fui presenteada com uma das maiores graças que um ser humano pode receber em vida, a graça de ser MÃE! E nasceu em mim uma nova forma de amar que eu sequer sabia que existia… eu sequer sabia que “havia isso tudo de amor aqui dentro de mim”!

Se pudesse comparar minha alma a uma grande casa, poderia dizer que a maternidade me apresentou cômodos que eu jamais havia visitado… É surpreendente ver a capacidade que
Deus coloca em nós de nos doarmos sem ressalvas, numa entrega total e irrestrita por um ser humano, quando se trata de um filho. Jesus nos apresenta neste evangelho uma verdade inquestionável sobre o amor: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida…”

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O amor de mãe é um amor divino

Posso afirmar sem medo: todas as mulheres que aceitaram o chamado e a missão da maternidade aceitaram doar suas vidas por amor. Talvez você possa ler isso e pensar: “ela está exagerando!” Bom, não sei se estou, mas o que sinto e vivo todos os dias é um amor exageradamente doado, sem espera de recompensas, sem limites, sem ressalvas, sem condicionantes. A meu ver, o amor humano que mais se aproxima do amor divino por suas características. Deus nos ama assim, com amor de mãe…

Nos primeiros meses após o nascimento de Mariana, lembro que um fato me chamou atenção sobre esse amor que coloca o outro em primeiro lugar. Eu ACHAVA que conhecia esse amor. Até o dia em que, por um descompasso entre uma mamada e outra, eu não havia almoçado e Mariana acordou com fome, precisando mamar. Entendi de verdade o que é “amar o próximo como a ti mesmo”.

Eu sentia meu estômago até doer de fome, mas não tive a coragem de deixá-la chorando por cinco minutos sequer para “engolir” alguma coisa antes de suprir a necessidade dela primeiro. Não pensei duas vezes, não refleti para decidir. O amor decidiu por mim. Sim, eu sei que estou falando de algo pequeno, muito simples, mas para mim era o reflexo concreto do amor que eu ainda não sabia praticar antes de ser mãe. Estava aprendendo. Ao ver alguém na rua com forme, e tendo apenas um prato de comida, seria eu capaz de optar pelo outro e não por mim primeiro? Sinceramente não sei. Acho que ainda não consegui colocar em prática um amor tão puro assim.

Mas no exercício da maternidade tudo se torna mais concreto, mais real. Colocamo-nos em segundo plano muitas vezes no âmbito da beleza, da carreira, da vida afetiva, em vários aspectos de nossas vidas. Isso não nos torna mártires infelizes não! Fazemos tudo isso por amor, com alegria e conscientemente! Mas com certeza temos uma rara oportunidade de aprendemos diariamente a beleza do amor que almeja mais CUIDAR que SER CUIDADO… É um exercício continuo para aprender a amar como Deus nos amou!

Eis que nasce uma mãe

As aventuras da maternidade nos fazem passear por terrenos nunca antes explorados. Quando nasce uma criança, nasce também uma mãe que é babá, médica, psicóloga, contadora de histórias, professora, catequista, consultora de moda, fada madrinha e tudo mais que for necessário! De repente nos percebemos assim: prontas para a missão, capacitadas por um amor que vem do alto, que nem sabemos explicar. Mas as inseguranças insistem em nos visitar… e as culpas também! Ah, estas então não podem nos ver passando que adoram pular nas nossas costas! Meu Deus! Como nos culpamos! Se trabalhamos fora, nos sentimos culpadas por não estar com os filhos. Se estamos em casa, achamos que poderíamos dar condições melhores para eles se trabalhássemos mais…

Enfim, inseguranças e culpas são nossas companheiras diárias e se alguma mãe estiver muito diferente dessa realidade, que atire a primeira mamadeira (de bico ortodôntico, por favor! Risos…)! Mas esses sentimentos não podem nos roubar a graça maior, a alegria primeira de termos sido escolhidas como canal do amor de Deus para nossos filhos! Foi a nós que ELE escolheu para ensinar aos nossos pequenos os valores cristãos, a beleza do caminho de Deus, as verdades do Evangelho, o amor fraterno, a importância da gratidão, a beleza da bondade, da justiça e da verdade.

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O ensinamento na fé

Certa noite estava rezando com meus filhos antes de dormir e pedi que cada um agradecesse por tudo de bom que conseguisse se lembrar… De repente Mariana diz: “Obrigada Senhor pelo meu bico, eu adoro ele. E obrigada por todos os chocolates do mundo inteiro.” E aí a gente percebe que a felicidade é feita de momentos simples e significativos assim. Percebi ali que no coraçãozinho dela brotava um jeito sincero de falar com Deus, de falar o que era genuinamente importante. Ela já tratava com o Senhor como alguém que conversa com um amigo. Minha alma descansou, senti que a missão de criar meus filhos à luz da fé estava sendo edificada pedrinha por pedrinha, dia a dia, oração por oração.

Você, mãe, foi escolhida, foi eleita! Deus quer usar teu coração, teus braços e tua ternura para amar teus/Seus filhos. O amor vem DELE. Você só precisar dizer SIM, como nos ensinou Maria. Desfrute desta graça e seja feliz. Somos mulheres cheias de graça!

O amor virou canção!

Para expressar o tamanho do amor materno e para homenagear seus filhos, Alessandra compôs uma canção que fala sobre os sentimentos que um filho proporciona na vida de uma mãe. Confira a letra:

TANTO AMOR
(canção feita para seus filhos)

Como eu podia viver sem você
Se este amor já estava em mim?
Como eu podia existir sem saber
Que ser tua mãe seria tão bom assim?

Eu não sei como consegui esperar
Por tanto tempo antes de te conhecer
Mas estou certa que na eternidade
Já havia uma história entre mim e você

Você veio pra poder preencher um vazio enorme em minha vida
Maravilhoso é que antes de te conceber eu nem sentia que o vazio existia

É tanto amor! Tão forte, nem sei como explicar
Todo o sacrifício de uma vida não hesitaria em te entregar
É tanto amor! Nem sei se consigo amar assim
Já sei o que está acontecendo: é Deus quem está te amando através de mim!

Somente quem já experimentou
Pode entender o que eu quero explicar
A plenitude do amor de um filho
Nenhuma canção poderá explicar

Por tua vida quero agradecer
Ao Deus eterno louvar e reconhecer:
Você é mais uma maravilha
Que do céu recebemos sem merecer

Você veio pra poder preencher um vazio enorme em minha vida
Maravilhoso é que antes de te conceber eu nem sentia que o vazio existia

Alessandra Flávia de Salles Vasconcelos é mãe de Mariana e Rafael, esposa de Ricardo Vasconcelos, administradora, coach, analista comportamental, escritora, cantora, missionária, filha amada do Deus altíssimo!
Texto enviado por Alessandra e adaptado por Redação Catholicus
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