As mais belas esculturas católicas de todos os tempos
Foto: Ma Paola Daud

As imagens ajudam o fiel a orar, a meditar e a contemplar

Na história do Cristianismo, as imagens sempre foram objeto de veneração e repulsa. As revoltas iconoclastas não ocorreram só durante a Reforma, mas também antes, com o Iconoclasmo Bizantino – em que o uso ou uso indevido de imagens religiosas criaram divisões religiosas, políticas e econômicas na sociedade.

No entanto, seguindo a Carta de Paulo aos Colossenses, na qual Jesus é apresentado como “a imagem do Deus invisível”, os cristãos sempre entenderam que, se o Deus invisível se tornou visível como humano na figura de Cristo, então não há nada errado com o uso de imagens para representar a divindade. Essa compreensão da doutrina paulina permitiu o desenvolvimento de uma tradição artística excepcionalmente bela, na qual o cristianismo adaptou tanto as técnicas quanto alguns dos motivos já presentes na arte clássica.

Além disso, devemos lembrar que em várias passagens do Antigo Testamento – especialmente aquelas referentes à construção do Templo – o próprio Deus ordena ao seu povo que crie imagens (anjos, touros, cobras) para fazerem parte da decoração do Templo e até mesmo da Arca da Aliança. Em todos os casos, é claro que estas imagens não deveriam ser adoradas, mas sim veneradas. As imagens ajudam o fiel a orar, meditar e contemplar.

Veja também:
Coisas importantes a aprender com a Arca de Noé
Assim era a devoção à Virgem Maria de Emiliano Sala

Aqui, gostaríamos de compartilhar com você algumas das mais belas esculturas católicas de todos os tempos, com uma clara ênfase na arte renascentista.

Giuseppe Sammartino – O Cristo Velato

O Cristo Velato é uma escultura concluída em 1753, originalmente atribuída a Antonio Corradini e considerada umas das peças de arte mais notáveis do mundo. Embora Corradini tenha sido de fato encarregado do trabalho, ele morreu, tendo produzido apenas um modelo de argila para o que seria mais tarde uma peça definitiva esculpida em mármore. Foi Giuseppe Sammartino quem acabou produzindo a surpreendente escultura de um Jesus morto, coberto por um sudário “transparente” esculpido no mesmo bloco de mármore da estátua.

Marco D’Agrate – São Bartolomeu

De todas as esculturas que podem ser encontradas no Duomo de Milão, a “São Bartolomeu esfolado” de Marco D’Agrate, está entre as mais famosas. Feita em 1562, a escultura retrata o mártir carregando o que parece ser uma cortina em seus ombros e em torno de seu corpo. Mas é a sua pele, em clara referencia ao martírio que sofreu.

Michelangelo – Pietà

A Pietà é a única obra que Michelangelo assinou. Atualmente alojada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, foi originalmente encomendada pelo cardeal francês Jean de Bilhères, que era representante em Roma. A escultura, em mármore carrara, era originalmente destinada ao monumento fúnebre do cardeal, mas no século VXIII foi transferida para o seu endereço atual.

Gian Lorenzo Bernini – A Transverberação de Santa Teresa

Santa Maria Della Vittoria, uma pequena basílica na Via 20 de Setembro, perto da Praça da República, em Roma, pertence às Carmelitas Descalças. Elas guardam, com grande zelo, a magnífica obra de arte de Bernini, A Transverberação de Santa Teresa (ou O Êxtase de Santa Teresa). É uma peça de meados do século XVII, que foi considerada o ápice do gênio artístico de Bernini.

Giovanni Strazza – A Virgem Velada

Talvez não tão famosa quanto o Cristo Velado de Sammartino, a Virgem Velada de Giovanni Strazza é uma escultura excepcional, com uma figura humana coberta por uma mortalha transparente esculpida no mesmo bloco de mármore compartilhado com o restante da estátua. A maestria do escultor, capaz de fazer com que o véu que cobre a cabeça da Virgem pareça de fato “transparente”, rendeu a essa peça um lugar merecido na história da escultura ocidental.

Fonte: Aleteia

Faça um comentário