Na construção do próprio ser, vamos administrando sentimentos e razões

E no encalço de uma maturação, às vezes esquecemos nossas bases, afrouxamos os nossos valores e seguimos na vida, perdendo–se de si, encontrando-se nas esquinas em demoras esquecidas.

A vida humana é processo de feitura, desce-se para encontrar o melhor que o fará sobreviver, sobe ao um alto patamar para saber que não são com as ilusões que encontramos os motivos para sonhar.

Seguimos viagem por estradas que nos levam aos confrontos, onde o nosso ser se entrega para decisões e oportunidades.

Mesmo assim, sempre é motivo para que a vida não se disperse, nem se paralise, mas se reutilize de sua essência para continuar.

Comum é ter motivos para mudar, mas é normal termos razões para esperar, a cada tempo o seu próprio tempo, os sentimentos são inconstantes e carece de espaço entre os dias.

Ofertamos à vida o seu próprio passo, na necessidade de saber onde se pisa, sem medo de errar o caminho, porque é possível voltar quando a estrada chega ao fim não desejado de ser encontrado.

E quando tudo nos parece perdido, nos questionamos, a vida é projeto humano ou divino?

É projeto em conjunto onde a criação divina em sua finita humanidade escoa em seus próprios obstáculos, mas que se impulsiona com uma força sobrenatural, é Deus nos colocando com amor de volta ao caminho de ser Dele um filho.

 

Eliete Gomes  é Profissional para Recursos Humanos. Pós-Graduada em Filosofia e Filosofia da Educação e em Teologia Contemporânea. Autora do livro “Não desista antes de um milagre acontecer”, publicado pela Editora Santuário.

Contato: [email protected]

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