Anthony Hopkins (papa Bento 16) e Jonathan Pryce (papa Francisco) em cena de Dois Papas | Foto: Reprodução

Dom Robert Barron afirmou que o filme não representa uma figura real do Papa Bento XVI e chamou a imagem representada de “caricatura”.

Estreado em 2019 pela Netflix, “ Dois Papas” é um filme que tem dividido opiniões ao redor do mundo. De acordo com Dom Robert Barron, bispo de Los Angeles, a produção deixou um “desequilíbrio” na representação dos personagens.

Entre as principais críticas realizadas pelo bispo- e também colunista do site “Word on Fire”- está o fato da representação de Bento XVI ter sido construída acerca de uma figura que só encontra sua direção espiritual através de Francisco.

“Esse desequilíbrio prejudica fatalmente o filme, cujo objetivo, ao que parece, é mostrar que o velho Bento, mal-humorado e legalista, encontra seu rumo espiritual através do ministério de Francisco amigável e progressivo”

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Dom Barron também explica que a forma como o filme é narrado, “viola as duas figuras e converte o que poderia ter sido um estudo de caráter extremamente interessante em uma apologia previsível e tediosa do cineasta sobre o catolicismo”.

“Eu teria gostado de ver quatro horas de um filme que fosse tão honesto e perspicaz sobre Joseph Ratzinger como o foi sobre Jorge Mario Bergoglio. Teria sido não apenas para um fascinante estudo psicológico, mas também para um olhar esclarecedor sobre duas perspectivas eclesiais diferentes mas profundamente complementares. Em troca, tivemos mais de uma caricatura”.

Vale ressaltar que “Dois Papa” concorreu a quatro Globos de Ouro, mas não venceu.

Fonte: ACI Digital 

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