Caiu a capela, mas não a Igreja: Testemunho de uma mulher após furacão Irma
Caiu a capela, mas não a Igreja: Testemunho de uma mulher após furacão Irma (Foto:Divulgação)

Depois da passagem do furacão Irma por Cuba, o Arcebispo de Camagüey, Dom Wilfredo Pino Estévez, visitou alguns locais mais atingidos e contou que quando estava diante dos escombros de um templo, uma mulher lhe disse uma frase que o surpreendeu positivamente: “A capela caiu, mas não a Igreja”.

O furacão Irma atingiu durante a madrugada de 9 de setembro a região norte de Cuba com categoria 4 e ventos de 250 quilômetros por hora. Provocou a morte de 20 pessoas e danos substanciais em várias províncias como Camagüey.

Em seu testemunho, enviado à Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), Dom Pino Estévez contou que logo depois que terminou a tempestade, em 10 de setembro, visitou algumas localidades em sua diocese, como Esmeralda, Jaronú e Jiquí.

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“vimos algumas casas afetadas: deslizamentos de terra totais ou parciais, casas sem telhado, etc. Algumas pessoas ainda estavam assustadas. Segundo contam, a expressão que mais se ouvia entre as pessoas foi ‘Que noite tão longa!’”.

O Prelado expressou que em Jiquí foi “doloroso ver a igreja toda no chão, com os bancos esmagados e as imagens destruídas”. Entretanto, uma mulher chamada Ismaela lhe disse: “A capela caiu, mas não a Igreja”.

Dom Pinto Estévez ficou impressionado por essas palavras, especialmente depois de ver muitas igrejas destruídas em vários locais.

Disse à ACN que também ficou impressionado com o fato de que sacerdotes e religiosas aos quais telefonou depois da passagem do furacão Irma lhe disseram: “Estamos bem, mas estamos saindo com um almoço e outras coisas, como pregos, para ajudar os necessitados que aparecerem”.

O Arcebispo de Camagüey recordou que em 8 de setembro, os fiéis da sua diocese não puderam realizar a procissão tradicional da Virgem da Caridade do Cobre, a Padroeira de Cuba.

Entretanto, destacou que “agora, assim como em outras ocasiões, nosso Deus bondoso está nos convidando a fazer ‘procissões de amor’ como essas que acabei de contar. Tenho certeza de que quando os sacerdotes vierem à Diocese, inventarão novas ‘procissões’ desse tipo”.

A ACN informou que enviará ajuda de emergência para que a Igreja em Cuba “tenha possibilidades de servir como instrumento da misericórdia de Deus para aliviar os danos causados ??pela passagem do furacão que passou também por outras dioceses como Ciego de Ávila, Santa Clara, Matanzas e Havana”.

Em 8 de setembro, antes da chegada do furacão Irma, os fiéis da cidade de Havana realizaram uma procissão com a imagem da Virgem do Cobre e imploraram que protegesse a ilha durante a tempestade.

Fonte: ACI digital
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