Cantora Julia Barbosa fala sobre carreira e fé

A missionária Julia Barbosa viaja pelo Brasil para abraçar milhares de pessoas por meio da música e pregação

A carreira da cantora católica Julia Barbosa não se pauta somente pelas composições e músicas lançadas nas plataformas digitais. Ela também é leiga comprometida, começando a sua missão na sua casa sendo esposa do Mauricio Felício e mãe da Clara. Missionária, viaja pelo Brasil para abraçar milhares de pessoas por meio da música e pregação.

 

 

Júlia Barbosa atua servindo nas escalas das missas na comunidade católica Canção Nova em SP e auxiliando outras frentes dentro do campo artístico. Atualmente faz parte do time da Pax Produtora, onde além da produção musical também o suporte nas missões.

Nascida no seio de uma família humilde da periferia de São Paulo, cresceu em busca de beleza e arte, que faltava de muitas formas no Capão Redondo daquele tempo. O seu pai enfrentou uma vida seguida pelo álcool, e este mal esteve sempre rondando a infância de Júlia, vendo sua mãe sustentar a família através de muita oração, terço e missa.

Assim foi forjado o seu caminho na fé, de catequese em catequese, alcançou a eucaristia e o despertar para grupos de jovens. Este caminho a levou, mais tarde, ao vocacional na comunidade católica Shalom durante três anos. Mas os sinais de Deus não pararam por aí. Para conseguir terminar a faculdade de música, o Senhor a levou ainda mais próxima de Ti. Ofereceu-lhe residência no convento das irmãs do Assunção por outros três anos.

Em 2013, em preparação para a JMJ em Madri, lançou o CD chamado Sujeito Simples com quatro músicas e uma poesia. E foi a venda das 5.000 cópias do CD que tornaram possível sua ida ao velho continente.

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Recentemente, em 2019, a cantora voltou a produzir músicas novas, lançando “Essa Hora é Minha”, que contou com a graça de ter um clipe gravado na cidade italiana onde serviu por muito tempo nosso querido São Francisco, a cidade de Assis/Italia, Outros lançamentos recentes são “Ele é o Cristo”, que reverbera o Cristo ressuscitado, e “Jesus Está em Mim”, com participação mais que especial da Missionária Canção Nova Rogerinha Moreira, lançado durante a pandemia com inspiração na bênção Urbi et Orbi, do Papa Francisco. E mais recentemente, traz uma música e louvor que convida Jesus a entrar em nossas vida para refazer nossas almas. Chamada “Que Haja Luz”, esta canção é uma forma de lembrar a todos que Ele é capaz de fazer nossa história brilhar aos Seus olhos.

Conte como você começou a gostar de música?

Meu pai sempre ouviu Luiz Gonzaga em casa. Isso me fez conviver com a sonoridade, mas não foi suficiente para despertar a arte em mim. Foi então, após uma missa repleta da Graça, que decidi cantar, o que me levou com o tempo a dar início ao meu ministério. Esta foi uma realidade de muitas lutas, permeada por muito estudo para entregar o melhor de mim ao Senhor e para levar Sua Palavra a cada vez mais pessoas, de modo profundo.

Como a arte pode evangelizar?

Minha primeira experiência com Deus foi por meio de um livro da Cora Coralina, em uma tarde de doação na escola. Eu podia ter escolhido qualquer outro, mas certamente não fui eu que escolhi, mas fui conduzida a buscar por “Poemas dos becos de Goias e Estorias mais” e já na primeira página o Espirito Santo falou comigo. Eu sentia a beleza entrando na minha vida. Uma sensação desconhecida que fui entendendo toda vez que se repetia. Acontecia e acontece até hoje diante de uma música, uma paisagem, um livro, uma instalação artística, uma coreografia. A arte pode comunicar qualquer coisa e provocar a sociedade, assim como falar de Cristo. Uma obra artística, por mais bem feita que seja, será finita e tem um ponto de chegada. Só o Evangelho vai até o fim e além do fim.

Como a música aproxima as pessoas de Deus?

A música tem cientificamente em si os caminhos para causar alegria, tristeza ou tensão, de acordo com a harmonia e arranjos utilizados. Um bom cantor, uma boa letra, um bom instrumentista irão proporcionar uma experiência imersiva para as pessoas, mas quando o evangelho é impresso em todas essas técnicas, estamos falando de céu, de salvação, de Jesus. E isso abre os corações, cura, liberta. Não é arte pela arte somente, é arte pelo Evangelho, pela catequese.

 

 

Seus lançamentos sempre trazem suas próprias composições. Como é o seu processo de composição?

Eu sigo buscando inspiração, criando e guardando melodias, pedaços de letras, ideias, referências. Também leio bastante. Vou estudando a catequese da Igreja, Santos, a Palavra. Mantenho minha vida oração e entendo que Deus pode usar de tudo o que eu sou e tenho se Ele quiser. Sempre paro para compor, finalizar ideias. Creio que quando olhamos para esse processo com rotina, hábito e dedicação, melhoramos a forma de criar e nos abrimos ainda mais à Sua inspiração.

Que conselho você daria para quem está buscando coragem para começar um projeto musical na Igreja?

Busque a Eucaristia. Sirva em alguma paróquia ou comunidade. Tenha irmãos para compartilhar a fé. Mantenha sua vida de oração. Tenha coragem para assumir o chamado, a missão. Estude para entregar sempre o seu melhor. Procure um produtor que te oriente quanto ao projeto, te ajude na escolha do repertório e arranjos, e muita pesquisa sobre seguir com o projeto em relação como distribuir, melhores caminhos. Confie em Deus sempre e alargue o coração para amar as pessoas.

Qual a mensagem que você deixa para quem gosta da sua música?

Para você que já me conhece ou que está me conhecendo neste instante, te ofereço o meu melhor, a minha oração em forma de música, a intercessão daqui de onde canto por sua vida. Deus esta no seu caminho, não perca a graça de ver Jesus. A porta está aberta para partilhas nas minhas redes sociais e vou ficar muito feliz em ter você por lá.

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