“O leigo não é freguês da Igreja, ele parte da Igreja, mas tem uma missão própria, que não é a missão do padre”, afirmou o cardeal de São Paulo

O papel dos leigos na ação evangelizadora da Igreja é um dos principais assuntos da 53ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que acontece em Aparecida (SP), desde a manhã desta quarta-feira, 15.

 

 

Segundo o arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer o leigo é participante da Igreja e tem sua missão própria, diferente da que o padre, como representante eclesial, desenvolve.

“Talvez houve um tempo em que se pensava: a Igreja é coisa dos padres e dos bispos, e o leigo é freguês. Não, o leigo não é freguês da Igreja, ele parte da Igreja, mas tem uma missão própria, que não é a missão do padre. Então, não tem briga entre padre e leigo, não tem que brigar; cada um tem a sua parte, sua missão própria”, explicou o cardeal que também participa da 53ª AG.

Dom Odilo atribui este novo olhar eclesial sobre o leigos ao Concílio Vaticano II que, conforme disse, trouxe essa consciência de que o leigo é parte da Igreja.

Para o cardeal, a missão própria do leigo é ser a presença do Evangelho no mundo. “Claro que os leigos ajudam dentro da Igreja e devem ajudar sim. Porém, ajudam muito, e devem, levar a força, o fermento, a luz, o sal do Evangelho para o ambiente da família, da educação, do trabalho, das responsabilidades sociais, da comunicação, da justiça, da política, da economia, enfim, onde o mundo acontece. Ali estão os cristão leigos para levar a força do Evangelho e transformar o mundo de acordo com o Reino de Deus”.

A Assembleia Geral da CNBB acontece até 24 de abril.

 

 

Por Canção Nova

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