A realidade tem mostrado que grande parte dos cristãos adultos são batizados, mas não são evangelizados. Daí a preocupação da Igreja Católica no Brasil em levar adiante a reflexão do tema “Catequese com Adultos”, formando uma nova consciência de cristãos engajados no processo de evangelização.

Precisamos refletir e orar sobre a realidade dos adultos católicos e juntos tornar prioridade efetiva a Catequese com adultos.

Fragilidades graves dos católicos: Face ao mundo plural e corrupto, dominado pelos ídolos do dinheiro, do poder e do prazer, uma parcela bem numerosa do povo católico se encontra muito despreparada, apresentando quatro perigosas fragilidades:

1. Primeiramente, a não conversão. Em geral se é católico por tradição, por costume e não por conversão, decisão consciente, esclarecida, coerente e generosa. Até existe “católico não praticante”, o que é, em si, uma aberração;

2. Segunda fragilidade: a não convicção. É consequencia da primeira, e se manifesta na insegurança, na ingenuidade, na busca do maravilhoso e milagreiro na religião, no devocionismo e na facilidade de mudar de opinião face a argumentação até simplórios;

3. Terceira fragilidade: a ignorância religiosa. É imensa a quantidade de católicos que desconhecem um mínimo sobre sua fé. Quando ouvem ou lêem interpretação da Bíblia que destoam da tradição católica, narrativas de fenômenos espirituais, críticas à Igreja, ficam perplexos, sem base para se confrontarem com o que recebem e para contra-argumentar;

4. Quarta fragilidade: o infantilismo religioso. É bastante grande o número dos que se deixam fascinar por “ídolos do pop-catolicismo”, se amarram em canções cristãs infantis, se agarram em práticas devocionais mágicas e de deixam dominar pela falta de consciência crítica social, política e econômica.

Ora, uma pessoa não convertida, sem convicções sólidas, ignorantes em sua fé e que é um adulto infantil, obviamente ESTÁ SEM IDENTIDADE, SEM BASE, portanto, VULNERÁVEL a influências e desvios de todos os tipos.

Adultos na fé
Ser adulto na fé, ideal sempre a ser buscado, se tornou urgência hoje em meio a este mundo cada vez mais pagão, sem ética, corrupto, amoral e imoral, explorador da natureza, escravizador das pessoas. É preciso muita vida inteior, estudo sério, vida em comunidade e atenção ao que acontece para se poder dar testmunho da fé cristã, anunciar o Reino de Deus, viver a comunhão fraterna e a solidariedade, segundo o Mandamento Novo, ter serenidade, cordialidade e fortaleza para dialogar com o diferente, com as religiões, as culturas, as ideologias, ter a coragem profética para denunciar tudo o que vai contra a dignidade do ser humano e contra a natureza. Investir na maturidade do fiel torna-se, portanto, prioridade para a Igreja hoje.

A maturidade em Cristo
Além de uma acolhida cada vez mais consciente, esclarecida, coerente e generosa de Deus e de seu Plano de Salvação, assumimos a responsabilidade por Deus e por seu Plano de Salvação. Tomamos, então, como decorrência desta responsabilidade, os devidos meios para alimentar a nossa vida de comunhão com Deus, de participação na comunidade eclesial e de construção de um mundo segundo o coração de Deus. Além disso, assumimos o mandato missionário de Jesus e zelamos para que nossos irmãos em Cristo cresçam rumo à maturidade na fé.

Fonte: Catequisar

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