“Que este centenário nos ajude a experimentar uma saudável vergonha – pois parece que ninguém se interessa em levar paz e concórdia à realidade conflitual em que vivemos – e nos faça crescer na capacidade criativa para encontrar novas maneiras de cantar uma canção compreensível para os homens e mulheres do nosso tempo: uma provocação eficaz para construir paz e reconciliação”.

É o que afirmaram os quatro Ministros Gerais da Família Franciscana (Superiores das Ordens dos Frades Menores, Frades Capuchinhos, Frades Conventuais e Terceira Ordem Regular), na carta pastoral divulgada por ocasião do 8º Centenário do Perdão de Assis.

A misericórdia na espiritualidade franciscana

“Em 2016 – recordam os Ministros Gerais – coincidem duas datas: o aniversário da tradicional data da concessão da indulgência da Porciúncula – desejada por Francisco “para mandar todos ao Paraíso” – e o Jubileu da Misericórdia, desejado por um Papa que leva o nome de Francisco”.

“Queremos aproveitar a ocasião desta coincidência de datas, que nos convida para aprofundar o grande tema da misericórdia e do perdão em relação à nossa tradição espiritual franciscana”.

Nunca separar amor a Deus e ao próximo

“Misericórdia – prossegue a mensagem – é uma palavra cara à Francisco, que a usa frequentemente em seus Escritos e que a utiliza em partes iguais em duas direções: o agir de Deus misericordioso e o nosso agir com os irmãos com misericórdia”.

“Aquilo que importa – conclui a mensagem – é que nunca separemos os dois elementos, porque Jesus no Evangelho ensina que o primeiro mandamento fala contemporaneamente do amor a Deus e ao próximo, que não podem ser separados”.

Fonte: Rádio Vaticano

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