Como controlar e fornecer informação para tomada de decisões.

Embora sendo instituições sem fins lucrativos e estando vinculado ao terceiro setor, é de extrema necessidade que possua controles sistemáticos que aborde tanto as entradas que tratamos como Receitas e das Despesas diretas e ou indireta da atividade fim.

A NPC nº. 14 Pronunciamento Instituto dos Auditores Independentes do Brasil – IBRACON de 18/01/2001 define o conceito de Receitas e Despesas.
Definições de Receitas – Esta definição deve caracterizar o objetivo ou a natureza da receita, entretanto, de modo geral que tais definições abordem as questões relativas à mensuração e ao reconhecimento das receitas em detrimento da natureza das mesmas.

Receita é toda a entrada bruta de benefícios econômicos num determinado período, ou no curso normal das atividades de uma entidade, quando tais entradas tem aumento do patrimônio líquido, excluída aqueles decorrem de contribuições dos acionista-cotistas. (IASB, 2002, p. 333)

Conceito de Despesas – Definições de Despesa é todo o gasto que a empresa ou instituição precisa ter para obter receita necessária, como por exemplo, os salários, água, luz, telefone, impostos, aluguéis pagos e etc. Na contabilidade uma despesa representa uma diminuição do ativo e aumento do passivo; e assim como as receitas provocam um aumento do patrimônio líquido, as despesas, diminuem o valor do mesmo.

As despesas podem ser divididas em antecipadas e não operacionais. Despesas antecipadas são aquelas pagas antecipadamente e que serão consideradas como custos ou despesas para o exercício seguinte, como aquelas consideradas a vencer. Despesas não operacionais são aquelas decorrentes de transações não incluídas nas atividades principais ou acessórias que constituam objeto da empresa.

O administrador ou gestor diocesano deve ter sempre em suas mãos todas as informações necessárias e claras de forma rápida para um gerenciamento eficaz no controle das finanças para a tomada de decisão no momento certo.

Ao inicio de cada exercício é essencial que se tenha em mãos todo o Orçamento e Planejamento previsto e elaborado para cada período seja ele trimestral, semestral ou mesmo anual, para que diante dos prognósticos elaborados este poderá com muita precisão dimensionar a necessidade de como captar recursos para a elaboração de seus projetos.

Podemos dizer que geralmente todas as doações para estas organizações que atuam na área de assistência social são motivadas pela Igreja, que busca despertar nos seus fiéis uma preocupação em participar da solução dos problemas da comunidade.

Captar recursos não traz apenas o dinheiro para a instituição, além de promover a organização como um todo ele aumenta em muito o apoio da comunidade. Por exemplo: um evento especial pode servir para apresentar o trabalho da organização às pessoas que o prestigiam.

Nos últimos anos, isso vem ganhando força à expressão “mobilização de recursos”, que tem um sentido mais amplo do que “captação de recursos”. “Mobilizar recursos” não diz respeito apenas a assegurar recursos novos ou adicionais, mas também à otimização (como fazer melhor uso destes recursos existentes) com isso terá um aumento da eficácia e eficiência dos planos elaborados; à conquista de novas parcerias e à obtenção de fontes alternativas de recursos financeiros. É necessário lembrar que o termo “recursos” refere-se a recursos financeiros ou “fundos”, mas também a pessoas (recursos humanos), materiais e serviços, que é importante, pois estas instituições trabalham com pessoas.

Qualquer tipo de organização que pense em iniciar uma atividade mais intensa para captação de recursos deve antes de nada refletir muito bem sobre qual será sua política que deverá tomar em relação a esse setor. Isso envolve pensar, qual é a sua missão e seus objetivos, e principalmente de como será orientada essa política, como será a relação entre os financiadores e deixar claro de como serão geridos estes recursos recebidos, que tipo de prestação de contas dos recursos doados deverá ser feito.

É importante que as equipes envolvidas no projeto, precisam ter objetivos claros como:

1. Os membros da equipe devem estar totalmente envolvidos inclusive com objetivos;
2. Pessoas motivas = resultado positivo;
3. Reuniões periódicas, estabelecendo objetivos e formas de trabalhar;
4. Equipes precisam de treinamento padrão para realização;
5. Uma boa administração garante uma boa qualidade no trabalho.
Para que o processo de captação de recursos esteja adequado, alguns passos são importantes para o administrador como gestor do processo-
1. Envolvimento do Conselho e da Diretoria Executiva;
2. Conselho bem informado = Comprometimento com a causa;
3. Continuidade da gestão do projeto;
4. Conselho e Diretoria são responsáveis pela administração da missão.

Na área da captação é necessária ainda:

  • É importante atribuir às funções dos profissionais envolvidos;
  • Dar competência mínima e necessária aos profissionais;
  • Conhecer profundamente o projeto que será apresentado;
  • Conhecer profundamente a instituição que representa;

Todos estes profissionais da equipe deverão estar preparados para qualquer tipo de pergunta, porém estar envolvido, devendo analisar a dedicação e o comprometimento com a atividade, com o reconhecimento da causa do projeto.É importante que quando o projeto sair do papel e for apresentado aos interessados este deve conter obrigatoriamente, quais são os objetivos principais para que obtenha credibilidade, que tipo de trabalho será realizado, e quem serão os responsáveis, porém necessita saber qual o resultado que se espera obter, porém é necessária que se tenha a contrapartida do projeto, a viabilidade para a sua execução.

É necessário que todo administrador saiba quando e quanto será necessário ter ou em que período vai necessitar de um aporte maior da comunidade ou ainda diagnosticar quando haverá uma maior sobra destes recursos, pois mediante uma melhor análise, este poderá utilizar tal contribuição financeira, ou esta ajuda poderá ser utilizada para um determinado fim, mas somente saberá identificar mediante a proposta do que foi planejado e o que realmente será executado.

Na questão de Captação de Recursos, deve observar ainda a importância da Declaração Internacional de Princípios Éticos, que detem de cinco princípios básicos para a execução que são:

Honestidade – O Captador deve em todos os momentos agir com honestidade e correção para corresponder à confiança do público e proteger doadores e beneficiários;
Respeito – O Captador deve sempre agir com dignidade para com sua atividade e organização bem como para seus doadores e beneficiários;
Integridade – O Captador deve agir abertamente com responsabilidade. Deverá expor qualquer conflito de interesse e evitar qualquer aparência de mau comportamento profissional ou pessoal;
Consideração – O Captador encorajará outros a trabalhar com os mesmos princípios, valorizando a privacidade, o livre arbítrio e a diversidade em todas suas formas;
Transparência – O Captador fará relatórios claros sobre seu trabalho, sobre a forma como os recursos serão obtidos e aplicados, bem como os custos envolvidos, pois a prestação de contas para os envolvidos é de suma importância e relevância, para que outros projetos dão frutos e tenham uma receptividade na comunidade.
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Dorival Venciguera é Bacharel em Ciências Contábeis, Pós-Graduado em Controladoria e Gestão Empresarial, Auditor e Perito Judicial das Comarcas de Marília, Pompéia e Garça/SP, Professor Especialista do Curso de Pós-Graduação em “Gestão Paroquial” no IFITEG, Goiânia/GO e Diretor de DV – Assessoria Contábil – Marília/SP. Site: www.dvassessoria.com – Contato: [email protected]

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