A implantação da pastoral do Dízimo, como “Partilha Eclesial” nas Paróquias e Áreas pastorais tem um sentido religioso, pastoral e evangelizador para o cristão católico de hoje.

A Equipe Paroquial de Pastoral do Dízimo, que deve contar, no mínimo, com sete membros, desempenhará as seguintes funções:

a) COORDENAR todas as atividades dos membros desta pastoral da Paróquia ou Área pastoral, proporcionando condições para que cada membro da comunidade realize com alegria o seu desejo de participar do dizimo.

b) MANTER funcionando a Pastoral do Dízimo, em vista a alcançar as metas estabelecidas (visitas, plantão, comunicação, administração e outras, se a comunidade assim o desejar).

c) PLANEJAR, DEFINIR, EXECUTAR e APERFEIÇOAR continuamente o método de trabalho escolhido, tendo em vista o êxito total das metas estabelecidas.

d) CONSCIENTIZAR as comunidades, as Áreas pastorais e as Paróquias, por meio de campanhas, cursos encontros, boletins, cartazes e demais meios possíveis, quanto à importância e ao sentido do dízimo para a manutenção da Igreja e o desempenho de sua missão.

e) MOTIVAR E ANIMAR a comunidade a se interessar e a se comprometer, espontaneamente, com o dízimo paroquial.

f) CELEBRAR O DIA DO DIZIMISTA, promovendo a missa da partilha, com momentos especiais de oração, de bênçãos e de ação de graças. Esse dia poderá ser usado como momento de conscientização e valorização da partilha.

g) LEMBRAR as datas importantes da vida do dizimista, tais como nascimento, casamento, etc.

h) VALORIZAR o dizimista, pois é ele o protagonista da ação evangelizadora e é a “alma da dinâmica da comunidade”.

i) TREINAR, periodicamente, os agentes através de curso de formação grupal e técnicas de comunicação.

j) CRIAR ambiente de fraternidade entre os agentes e contribuintes, realizando, de quando em quando, encontros com os agentes de pastoral para diálogo e confraternização.

Agentes do Dízimo de Capelas ou Comunidades

Convém que nas capelas e comunidades das Paróquias e Áreas pastorais haja também Equipe de Pastoral do Dízimo, com a responsabilidade de fazer o recolhimento, a contagem do dízimo e a assinatura de recibos.

Cada capela ou comunidade entregará o dinheiro recolhido e recibo assinado pelos membros da equipe à tesouraria paroquial ou a quem o pároco com o conselho econômico estabelecer. É necessário que cada comunidade ou capela tenha um representante integrado na equipe paroquial da Pastoral do Dízimo.

O Dízimo recolhido não pertence somente à Igreja matriz, nem somente às Comunidades ou Capelas, mas a toda a Paróquia ou Área pastoral ; deve satisfazer às necessidades de ordem financeira das mesmas e partilhar com a Igreja Arquidiocesana. Destina-se, pois, ao pagamento de todas as despesas, tanto da Igreja matriz como das Capelas e Comunidades, bem como da mesma Igreja Arquidiocesana.

Assim, cada Paróquia ou Área pastoral, Comunidade, fazendo também sua “Partilha Eclesial”, contribui com 10% de sua receita tributável para a Cúria Metropolitana e 3% ou 5% para o Fundo de Sustentação dos Presbíteros.

Arrecadação do Dízimo

Para que o dízimo não perca o sentido comunitário, recomenda-se que seja abolida a cobrança do dízimo nas casas, de porta em porta, ou ainda através dos bancos ou da internet. O ideal é que a arrecadação do dízimo seja feita por equipes habilitadas, existentes na matriz, capelas ou comunidades, de acordo com o sistema estabelecido pela Paróquia ou Área pastoral (carnês, envelopes, fichas e recibos…).

Prestação de Contas

É importante que, mensalmente, se faça a prestação de contas do dízimo. Isso não somente leva a Comunidade, a Área pastoral, a Paróquia, a Região Episcopal e a própria Arquidiocese a uma maior confiabilidade junto à administração de sua Igreja e aos fiéis, como ainda faz com que cada membro da Comunidade se sinta, mais vivamente, parte integrante da Igreja, que é sua e de todos.

Assim todos, sabendo o destino do seu dízimo, conscientizam-se da importância de sua participação nos trabalhos da Igreja, sentem-se realmente membros dela, crescem em espírito comunitário e têm maior interesse na solução de todas as suas necessidades.

Conclusão

A implantação, ou restauração, do Dízimo, como “Partilha Eclesial” nas Paróquias e Áreas pastorais da Arquidiocese de Fortaleza tem um sentido religioso, pastoral e evangelizador para o cristão católico de hoje. É uma catequese viva. Ao assumir o Projeto do Dízimo, a Arquidiocese de Fortaleza está superando um modelo não-bíblico, não-religioso de taxas e espórtulas e busca seu aperfeiçoamento eclesial, fundamentado nos exemplos apostólicos de partilha dos bens e de construção da fraternidade, como frutos da co-responsabilidade e de uma decisão consciente, vinda do coração.

A experiência do Dízimo ajudará, certamente, no crescimento do espírito fraterno, comunitário e missionário das Paróquias e Áreas pastorais, como também possibilitará, com a eliminação de taxas e espórtulas, fazer sobressair a gratuidade dos serviços religiosos ou pastorais. Por isso, a Arquidiocese de Fortaleza, buscando o seu aperfeiçoamento dentro das Sagradas Escrituras, recomenda a todas as Paróquias e Áreas pastorais a implantação da Pastoral do Dízimo e a eliminação do sistema de taxas e espórtulas até o final do ano 2007, quando termina a validade do atual Plano de Pastoral. Deseja que cada católico decida livremente o valor de seu dízimo, conforme sua fé e seu amor ao Senhor Deus, à sua Igreja e à Comunidade. “Cada um dê conforme decidir em seu coração, sem pena ou constrangimento, porque Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7).

Por: Arquidiocese de Fortaleza – Projeto da Pastoral do Dízimo: Partilha Eclesial

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