Para que os objetivos sejam alcançados é preciso trabalhar de forma mais conjunta, em comunhão, analisar os pontos em comum na evangelização

Nestes novos tempos onde os aspectos de impessoalidade, de individualismo, de trabalhos fragmentados e independentes são reforçados e comuns, os serviços pastorais na Igreja precisam ser avaliados para não tomarem a mesma direção. Sofremos de um mal chamado de falta de comunicação pessoal, e, em especial, a falta de comunicação entre as pastorais. Por muitas vezes desenvolvemos estruturas complexas de comunicação nas igrejas, preocupamo-nos em montar planos e estratégias pastorais com objetivos macros, visão abrangente, mas, infelizmente, não tratamos da comunicação mais pessoal, mais simples, cerne do desenvolvimento pastoral eficaz na evangelização.

Algumas perguntas são urgentes e precisam ser feitas pelos membros de pastorais: Como está a comunicação na base da sua comunidade? Como as pastorais comunicam-se? Como os líderes trabalham os assuntos que dependem da união de várias pastorais para serem resolvidos?
Em primeiro lugar, precisamos ter foco e desenvolver ações mais dirigidas para a comunhão, e não a individualização dos trabalhos; esforços devem ser somados para atingirmos uma estrutura mais colaborativa, além do conhecimento da nossa pastoral, suas principais ações, objetivos e planos de ação pastoral.

É impressionante constatar que às vezes um grupo visita uma família e não conhece os trabalhos pastorais das outras pastorais para divulgação; não há um folheto, um jornal, um papel de convite para levar às casas para participarem dos encontros da paróquia ou, pelo menos, com os horários das missas. Um maior número de pessoas podem ser evangelizadas de forma mais direta, pessoal e sem complicações.

A falta de comunicação entre pastorais acontece de forma bem sutil, quase imperceptível, e com o tempo provoca situações inversas à expansão da evangelização. É necessário fazer com que as pastorais realmente percebam que estão trabalhando na messe, de forma interdependente e não independente.

Certa vez, em uma ação de missões populares e visitas nas casas, o grupo responsável fez um reunião com todas as pastorais para instrução de todos os missionários sobre todos os serviços da paróquia. Nas visitas às casas os missionários identificavam as necessidades das famílias e davam a orientação especifica. Os resultados disto foram o aumento do número de crianças na catequese, mais pessoas nas missas, participação dos jovens nos grupos da paróquia etc.  

Existe um desafio: não basta apenas ler este artigo, ler um livro sobre o assunto, criar uma pastoral, ter conceitos apurados sobre comunicação e/ou teorias de comunicação, porque muitos conhecem sobre o assunto e na hora da ação são contrários às opiniões dos demais. É necessário a quebra de paradigmas e a resolução de problemas em conjunto, sob a orientação dos líderes. Se não existe ainda uma pastoral de comunicação ou de conjunto para gerar ações efetivas de comunicação interna, que os próprios responsáveis pelas pastorais pensem em estratégias.

E, por fim, às vezes não será necessário uma reunião entre conselhos de pastoral, apenas uma ação de ir visitar a pastoral e, de forma direta, dizer que está precisando de ajuda para aplicar o seu plano e atividades. Para que os objetivos sejam alcançados é preciso trabalhar de forma mais conjunta, em comunhão, analisar os pontos em comum na evangelização.

 

Rodnei Rivers é palestrante, pós graduado em Culturas e meios de comunicação, ministro da palavra e coordenador do site www.catequeseliturgica.com.br. É autor do livro 15 dicas para Cantores e Músicos Católicos.

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