Pastoral Social é a elaboração de alternativas e soluções para as mais variadas formas de exclusão e opressão

A Pastoral Social é uma forma de atuação característica da Igreja no Brasil. Propõe finalidade, objetivos, estrutura e organização de maneira que a Igreja trabalhe para que os meios de exclusão sejam superados na sociedade brasileira. Isto implica uma reflexão teórica, mas com desempenho que desenvolva ações específicas no campo sócio-político.

O QUE É PASTORAL SOCIAL
Tem como finalidade concretizar ações sociais, mediante compromisso da Igreja voltada para as situações reais de marginalização, exclusão, opressão e posturas contrárias à edificação da vida. É uma dimensão sócio-transformadora que a Igreja realiza, tendo como orientação os textos Sagrados.

OBJETIVO GERAL
Contribuir com a transformação dos corações e das estruturas da sociedade, integram com outros Organismos e setores da sociedade, bem como a postura de construir o Reino de Deus.
Desse modo, ela desenvolve atividades concretas que viabilizam a transformação em situações específicas, como o mundo do trabalho, dos trabalhadores rurais e várias outras situações sociais que ferem a dignidade humana. Entretanto, a pastoral social não atua sozinha pela transformação social. A Igreja possui outras pastorais que também trabalham com mesmo objetivo.

ESTRUTURA 
As Pastorais Sociais situam-se na Comissão para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz, serviço a sua exigência evangelizadora predominante. Em nível nacional, esta Comissão reúne sob sua articulação 14 Pastorais e 4 Organismos, dentre eles, está o CERIS (Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais), cujo censo anual está sob responsabilidade da Promocat.

Esta sugestão é uma forma de não somente refletir sobre o assunto, mas criar possibilidades de engajar leigos e leigas atuantes em uma pastoral de mobilização social. Se a política pode ser entendida como uma atividade por meio da qual as pessoas fazem, preservam e corrigem as regras gerais sob as quais vive, a atividade na pastoral social é, por sua vez, a elaboração de alternativas e soluções para as mais variadas formas de exclusão e opressão, visando atender às situações graves da sociedade. Envolve decisões cujo caráter é religioso, mas também de cunho político, pois traduzem possíveis e verdadeiras posturas e práticas baseadas no Evangelho.

Pastoral Social é a elaboração de alternativas e soluções para as mais variadas formas de exclusão e opressão.

5 Passos para organizar uma Pastoral Social

1. O ponto de partida de qualquer ação é uma tomada de consciência da realidade local, com atenção especial para os grupos que mais sofrem o peso da exclusão. Pode ser feita por meio de visitas pastorais, de pesquisas e levantamentos ou de um trabalho científico, com assessoria de organismos apropriados, como já acontece, em muitas comunidades, por ocasião da Campanha da Fraternidade.

2. Criação de uma equipe de base que acompanhe de perto essa situação específica ou categoria de pessoas marginalizadas. Essa equipe, como sugere o nome, é responsável pelo trabalho de base, de visita.

3. A partir dessa presença e acompanhamento, o terceiro passo é desenvolver atividades de apoio e solidariedade aos movimentos sociais e à luta por melhores condições de vida e trabalho, o que significa uma ação lenta e persistente de conscientização, organização e mobilização.

4. As diversas equipes de base das pastorais específicas devem promover encontros conjuntos da Pastoral Social, seja em nível comunitário e paroquial, diocesano e regional. Tais encontros servem para trocar experiências, traçar metas comuns e planejar atividades gerais.

5. O quinto passo diz respeito à integração entre as pastorais. É necessário escolher lideranças e agentes que possam encontrar-se nos diversos níveis para coordenar as ações conjuntas e a articulação com as Pastorais Sociais da CNBB.

Baseado na Comissão para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz – CNBB.
Site: www.cnbb.org.br

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