Crianças doentes em estágio terminal respondem: o que importa mais na vida?
Foto: Jeep5d I Shutterstock

Dr. Alastair McAlpine é um pediatra sul-africano especializado em cuidados paliativos. Recentemente, ele perguntou aos seus pequenos pacientes na Cidade do Cabo o que é mais importante para eles na vida. No começo deste mês, o médico postou em sua conta no Twitter as respostas que as crianças deram a essas duas perguntas:

De que você mais gosta na vida?

O que dá significado à sua vida?

Antes de listar as respostas, o pediatra alerta os adultos: “As crianças podem demonstrar muita sabedoria”.

Veja também:
Preocupada por teus filhos? Reze esta oração de uma mãe aos seus anjos da guarda
Oração para afastar o mal de um recinto

A importância da família

Todas as crianças doentes consideram, por unanimidade, que não há nada mais importante do que passar o tempo com a família, amando e sendo amadas.

“Ninguém me ama como a minha mãe me ama!”

Algumas crianças mostram um grau impressionante e comovente de lucidez e de empatia em relação aos pais. Longe de olharem para o próprio umbigo, elas pensam primeiro no bem-estar dos pais:

“Eu espero que a mamãe fique bem. Ela parece triste”.

“O papai não precisa se preocupar. A gente vai se encontrar de novo logo, logo”.

“Deus vai cuidar da mamãe e do papai quando eu for embora”.

As marcas da bondade e da amizade

As crianças reconhecem a bondade dos seus entes queridos e a destacam expressamente:

“A vovó é muito boa comigo. Ela sempre me faz sorrir”.

“Eu gosto quando vem a enfermeira Tal. Ela é boazinha, me trata muito bem e aí me dói menos”.

A amizade sincera também é muito importante para as crianças. O pediatra comenta: “Muitas delas gostariam de ter passado menos tempo se preocupando com o que os outros pensavam delas e de ter valorizado mais quem as tratava de um jeito ‘normal’“. E cita o que as próprias crianças lhe disseram:

“Os meus amigos de verdade não se importaram quando o meu cabelo caiu”.

“A Jane veio me visitar depois da operação e nem percebeu a minha cicatriz!”

Tempo de qualidade

Televisão? Facebook? Nada mais longe da realidade: os momentos favoritos que eles mencionam envolvem a companhia da família, os mimos, a praia, as risadas, os pais lendo histórias para eles à noite. O riso e o sorriso aliviam a dor, recorda o médico.

“Depois que eu melhorar, quero ser um grande detetive como o Sherlock Holmes”.

“Eu adoro quando a minha irmã me abraça!”

“Eu fiz castelos enormes de areia!”

“O meu pai faz umas caretas que eu adoro!”

Uma mensagem com duplo significado

Com base em todos esses testemunhos memoráveis, Alastair McAlpine se dirige assim a todas as crianças do mundo:

“Sejam bondosos. Leiam mais livros. Passem mais tempo com a sua família. Contem histórias engraçadas. Vão se divertir na praia ou no campo. Abracem o seu cachorro. Digam para aquela pessoa especial que vocês a amam. São estas as coisas que essas crianças gostariam de ter feito com mais frequência”.

Esta mensagem é também para os pais – e para todos os adultos. Sejamos bondosos, gentis, presentes, carinhosos, alegres, se quisermos que as nossas crianças também sejam. Não será a carência dessas atitudes a nossa verdadeira doença?

Fonte: Aleteia
Compartilhe:

Faça um comentário