PE. EUGÊNIO ANTÔNIO BISINOTO, CSSR

 

A paróquia prima-se por ser uma comunidade formadora. “A paróquia realiza uma função da Igreja em certo sentido integral, já que acompanha as pessoas e famílias no decorrer de toda a sua existência, na educação e crescimento de fé” (Puebla, 644).

Como comunidade formadora, a paróquia deve cuidar da vida cristã dos fiéis, para que tenham um crescimento sólido, constante e profundo. “Se queremos que as paróquias sejam centros de irradiação missionária em seus próprios territórios, elas devem ser também lugares de formação permanente” (DAp, 306).

A paróquia é ambiente apropriado e habitual de formação dos fiéis. É “uma rede de comunidades que acolhe, educa e anima a vida dos cristãos. É a casa fraternal e acolhedora, onde os cristãos vivem como povo de Deus. Tem uma responsabilidade essencial para com a formação pessoal dos fiéis leigos”[1].

 

Processo de formação dos paroquianos

A paróquia empenha-se no processo de formação dos cristãos atuais, para que sejam autênticos discípulos de Jesus e missionários ardorosos do Reino de Deus no mundo. Na América Latina e no Caribe, a vocação e o compromisso de ser discípulos e missionários de Jesus Cristo “requerem clara e decidida opção pela formação dos membros de nossas comunidades, a favor de todos os batizados, qualquer que seja a função que desempenham na Igreja” (DAp, 276).

Por estar próxima dos cristãos, a paróquia é chamada a acompanhar o amadurecimento deles na fé, ao longo de suas vidas, de maneira que conheçam melhor, amem mais e sigam a Jesus Cristo como Salvador e Mestre que os inspire e os conduza em sua vocação e missão.

O fundamento da formação dos paroquianos é cristológico. No centro de todo processo formativo eles experimentam uma Pessoa: Jesus Cristo, o Salvador. Por isso, a formação paroquial deve levá-los ao encontro pessoal e comunitário, verdadeiro e intenso, decisivo e profundo com Jesus Cristo.

Na paróquia o encontro com o Salvador proporciona aos fiéis a conversão fundamental e contínua, de maneira que possam crer n’Ele e comprometer-se com Ele como discípulos conscientes e verdadeiros.

Na paróquia os cristãos amadurecem constantemente no discipulado de Cristo, aprofundando no conhecimento da pessoa de Jesus, de seu mistério, de sua vida, de sua doutrina e de seu projeto de salvação. Não pode existir discípulo fora da comunhão. Por isso, os paroquianos são formados para se inserir na comunidade eclesial, vivenciar sua vida cristã e assumir sua missão evangelizadora.

 

5 critérios da formação dos cristãos na paróquia

 

1º. Na paróquia o processo de formação visa à maturidade dos cristãos na doutrina e na prática da fé. Por isso, deve ser permanente e dinâmico, acompanhando todo o desenvolvimento dos paroquianos e capacitá-los para assumir seu serviço na Igreja e no mundo.

 

2º. Na paróquia a formação dos cristãos deve ser integral e progressiva. Deve abranger todas as dimensões da pessoa, integrando-as harmonicamente ao longo de sua vida. Requer itinerários diversificados que respeitem a caminhada dos paroquianos e os ritmos da comunidade.

 

3º. Na paróquia a formação dos cristãos deve ser querigmática, espiritual e missionária. Deve apresentar o anúncio breve e fundamental da fé àqueles que desejam conhecer a mensagem do Evangelho.

 

4º. Na paróquia a formação deve favorecer ao fiel a experiência de Deus manifestada em Jesus Cristo e que o conduz pelo Espírito Santo por meio do caminho de profundo e constante amadurecimento espiritual. Por isso, deve levar a descobrir e abraçar sua vocação específica no mundo.

 

5º. Na paróquia a formação dos cristãos deve ser inculturada. A inculturação da mensagem da fé é critério primordial na formação dos paroquianos. É “um processo profundo e global e um caminho lento”, com a “penetração do Evangelho nos estratos mais recônditos da pessoa e dos povos, alcançando-os de maneira vital, em profundidade, isto é, até as raízes, a cultura e as culturas dos seres humanos”[2].

 

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Pe. Eugênio Antônio Bisinoto, CSsR é Sacerdote Redentorista e Escritor. Autor do livro: “Para Conhecer e amar Nossa Senhora”, publicado pela Editora Santuário.

Contato: [email protected]

 

 



[1] CNBB. Diretório Nacional de Catequese, p. 303.

[2] CONGREGAÇÃO PARA O CLERO. Diretório Geral para a Catequese, p. 109.

 

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