Compreendemos e vivemos o dízimo porque fazemos parte da comunidade. Quem não participa na comunidade tem grandes dificuldades para compreender a dinâmica do dízimo…

Eu, como padre, sou dizimista também e acredito que o dízimo é o melhor meio de sustento da missão da comunidade de fé. Com o dízimo, o dizimista vive a partilha e abre o coração para o outro. Deus não precisa do dinheiro, mas Ele quer precisar de pessoas que saibam doar um pouco de tudo que recebeu (os talentos, os serviços voluntários, o tempo de atenção e de acolhimento ao outro e, também, – por quê não? – os bens materiais).

A frase bíblica que mais devemos aprofundar, no caso do dízimo, é a seguinte: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7). O critério para avaliar a qualidade de nosso dizimo não está na quantidade que entregamos, mas na intensidade que vivemos esta entrega. Determinar livremente no coração e dar sem pesar e nem por obrigação vale muito mais do que quanto “por cento” devo entregar como dízimo do meu salário.

Continuemos nesta experiência de sermos dizimistas com a consciência de nossa responsabilidade pela construção do Reino de Deus. Assim, com certeza, seremos testemunhas e promotores de uma sociedade justa e solidária. Isso é, de fato, evangelizar… Com amizade e cheio de esperança, votos de plena alegria!

Padre Ronildo Aparecido da Rosa
pároco da Paróquia São Vicente de Paulo

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