Dois anos depois de adoecer, os médicos o mandaram para casa com a certeza de que ele não sobreviveria.

 

A história de Martin Pistorius é extraordinária. Contraiu meningite criptocócica aos 12 anos e durante cerca de 2 anos ficou em estado vegetativo, mas depois foi recuperando pouco a pouco a consciência, sem poder movimentar-se. Permaneceu assim durante os 8 anos seguintes, enquanto todos acreditavam que estava em coma.

Pistorius, apelidado como o “menino fantasma”, é atualmente um sul-africano de 38 anos e, segundo lavanguardia.com, explicou o seu caso na rádio norte-americana NPR.

Dois anos depois de adoecer, os médicos o mandaram para casa com a certeza de que ele não sobreviveria. Seus pais se encarregaram de cuidá-lo diariamente e de levá-lo a um centro médico.

Entretanto, não tinham muitas esperanças em relação à sua recuperação. Sua mãe, em meio ao seu desespero, chegou a dizer para ele “tomara que morra”, sem saber que o seu filho podia escutá-la.

Quando Martín se deu conta que ninguém podia saber que realmente estava consciente, decidiu aprender a controlar a sua mente. As enfermeiras no centro médico onde os seus pais o deixavam todos os dias costumavam maltratá-lo e às vezes o deixavam em um banheiro frio por bastante tempo.

Certo dia se cansou de toda esta situação e colocou todo o seu empenho em aprender a movimentar-se. A sua cuidadora, Vina van der Walt, percebeu que o jovem respondia com pequenos gestos coerentes às perguntas que lhe fazia.

A insistência da assistente fez com que os pais de Martin o levassem ao Centro de Comunicação Aumentativa da Universidade de Pretoria. E assim, depois de anos de terapia intensiva e exercícios com computadores, pôde ser capaz de escrever mensagens e operar com uma voz sintética, aprendendo a ler e a escrever.

Com o tempo obteve seu primeiro trabalho arquivando papéis em uma instituição governamental. Depois, ingressou em um colégio para estudar ciências da computação e começou a sua própria empresa de desenho.

Escreveu um livro no qual relatou a sua história e aos 33 anos casou-se com Joanna, uma assistente social. Agora tem uma espécie de teclado que sonoriza o que deseja comunicar e está aprendendo a dirigir, apesar de estar em cadeira de rodas.

Por ACI

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