Encapuzados atacam “Marcha para Jesus” no Chile
Foto: Twitter Diputado Eduardo Durán

Um grupo de encapuzados, autoidentificados como anarquistas e antifascistas, atacaram com pedras, paus e coquetéis molotov os participantes da “Marcha para Jesus”, que no sábado, 27 de outubro, percorreu as principais ruas de Santiago, no Chile, sob o lema “Por uma geração que conheça Deus”.

Posted by UMICH on Saturday, October 27, 2018

A “Marcha para Jesus” é uma atividade convocada um vez por ano pelas igrejas evangélicas do Chile.

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Segundo informaram os Carabineiros, após as 17h, a atividade autorizada pela Intendência Metropolitana de Santiago foi interrompida. Cerca de 150 sujeitos encapuzados agrediram as mais de três mil pessoas que marchavam de forma pacífica com cartazes contra o aborto e a ideologia de gênero.

Os atacantes também laçaram coquetéis molotov e objetos contra a polícia. Três pessoas ficaram feridas. Entre as quais o suboficial Luis Alberto Rojas Ambiado, que, por conta de uma pedrada na cabeça, foi levado ao Hospital de Carabineiros, onde está em observação.

Após a detenção de 19 atacantes, a situação se normalizou por volta das 18h30.

Em um comunicado, a equipe organizadora da “Marcha para Jesus” expressou: “sentimo-nos profundamente afetados, porque atos de violência como os ocorridos prejudicaram nossa celebração”.

Do mesmo modo, esclareceu que “os grupos extremistas associados a esses incidentes não pertencem nem têm qualquer relação com a Marcha para Jesus”, pois à marcha se somaram ativistas do Movimento Social Patriota.

Por sua parte, a Unidade de Ministérios Infantis do Chile (Umich) assinalou em um comunicado que “a violência inicial se deu contra meninos e meninas, inclusive famílias com bebês, que viram como este grupo se dirigia diretamente contra eles, ultrapassando a escassa presença policial, tendo que correr para se proteger em edifícios próximos”.

“os pais até hoje continuam cuidando dos filhos afetados pelo impacto de se ver expostos a ataques de encapuzados com benzina, pedras, paus, gritos, bombas e fogo”, disse a diretora de Umich, Carol Espinaza.

Do mesmo modo, constatou que grupos não evangélicos se infiltraram na marcha “com gritos e cartazes provocativos que não refletem o espírito dessa convocação cristã, nem das famílias que estavam junto conosco”.

“Se tivéssemos conhecimento desses fatos, jamais teríamos exposto nossas pessoas a marchar nestas condições”, indicou.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, rechaçou em sua conta de Twitter as “covardes agressões aos que ontem (sábado) participaram em uma marcha cristã em nosso país”.

O ministro de Interior, Andrés Chadwick, classificou os fatos como “inaceitáveis” e, em nome do governo, expressou “toda nossa condenação à violência, intransigência e fanatismo”.

Fonte: ACI Digital
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