Menino de 13 anos falou ao pontífice sobre a cidade de Flores da Cunha. Em janeiro deste ano, recebeu a resposta que tanto aguardava.

Um menino de 13 anos, morador de Flores da Cunha, na Serra do Rio Grande do Sul, usou um meio de comunicação antigo para se comunicar com o Vaticano. Ele enviou uma carta para a sede da Igreja Católica e recebeu uma resposta do Papa Francisco, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV (veja o vídeo).

O estudante Álvaro Guaresi Abrão promete guardar para sempre a lembrança. Junto à carta, enviada pela assessoria do pontífice, veio uma foto do Papa. “Estou pensando em emoldurar ela e colocar na parede em cima da Bíblia”, comemorou o adolescente.

Álvaro teve a ideia de escrever a mensagem depois da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Através da internet, ele pesquisou e descobriu formas de mandar a correspondência, ainda em 2014.

O jovem fez o rascunho em papel e passou para o computador. Contou sobre sua vida e falou também do município de Flores da Cunha. A resposta demorou um pouco, até que em janeiro deste ano chegou pelos Correios.

“Contei a minha história, da minha comunidade, disse que Flores da Cunha é uma cidade rica em questão de religiosidade. Contei sobre meus amigos, minha família, minha participação na igreja, na comunidade”, relatou.

Segundo as informações que o estudante buscou, o próprio Papa lê as cartas, mas uma equipe do papado é quem escreve as respostas. Na mensagem, há a marca d’água do pontífice e a assinatura do monsenhor que a escreveu. No texto, família e amigos do menino são citados.

“Quando eu olhei a correspondência, eu vi que era do Vaticano. Entrei e disse que era uma surpresa. Ele perguntou se era boa ou ruim, eu disse que era melhor impossível. Quando eu mostrei a carta, ele disse que não acreditava que o papa tinha respondido o que ele tanto queria”, conta a mãe, Neusa Guaresi.

“Foi uma sensação muito, muito boa. Eu e minha mãe ficamos muito nervosos, não queríamos nem abrir a carta”, diverte-se o jovem.

Álvaro, que quer ser professor de catequese e que vai à igreja pelo menos uma vez por semana, se sente abençoado depois que ganhou o presente. E ainda sonha com o dia que vai conhecer o Papa Francisco pessoalmente. “Ainda vou conseguir ir para lá, para a Itália, o Vaticano, e vou conhecer ele”, projeta.

Por G1

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