marketing, de forma simples, trata de conhecer melhor o cliente, compreender o que lhe faz falta e apresentar-lhe uma solução que vá de encontro ao que ele precisa. Aprenda a aplica-lo em sua paróquia

Madalena Abreu

 

Não é raro “torcermos o nariz” ao ouvir alguém afirmar que “devíamos utilizar o marketing nesta instituição se queremos, verdadeiramente, chegar às pessoas.

Sim, claro. Se estamos por falar de uma empresa e queremos, com isso, dizer que queremos ter os produtos certos para vender mais.

Agora quando se trata de uma instituição como um lar para idosos, um centro para acolhimento de crianças com deficiência, ou até de uma paróquia, aí a conversa é diferente e as dúvidas que colocamos à tal proposta são legítimas.

Portanto, na nossa primeira percepção, esta é a situação em que o mar­keting se apresenta como “inimigo”. É inimigo de uma organização religiosa, como uma paróquia, em que o principal objetivo é o anúncio e a vivência de uma mensagem de amor caritativo, de misericórdia, de acolhimento de todos e ao preço a que tal conduta exigir.

Então, sendo assim, por que se propõe o marketing como uma ferramenta de gestão que potencia que uma Igreja desempenhe melhor a sua missão? Por que se apresenta o marketing como algo a usar precisamente, porque queremos amar mais e melhor?

 

A lógica e o processo

 

O marketing, de forma simples, trata de conhecer melhor o cliente, compreender o que lhe faz falta e apresentar-lhe uma solução que vá de encontro ao que ele precisa. Tudo isso, tendo sempre presente aquilo que a organização, ou empresa, sabe fazer e propõe ao seu público. Quer dizer, a organização só pode oferecer uma solução em que ela própria esteja engajada, que também para ela seja importante. Aliás, que seja a sua própria missão. E se assim não fosse, se esta adequação que a organização faz ,do que é, e do que pode servir aos seus públicos, tudo não passaria de um embuste. E uma organização que tenta ser outra coisa que não é, que mente nas suas propostas, ou que não está atenta aos sinais dos clientes, depressa é ultrapassada, abandonada e “convidada” a abandonar.

Isso quer dizer que o marketing religioso, aplicado a uma paróquia, só faz sentido no contexto de países onde se vive a chamada liberdade religiosa.

O marketing, então, pressupõe essa atitude constante de atenção e de leitura ao que os públicos estão dispostos a dar e obter. Se o público de uma paróquia (os fiéis que já fazem parte da comunidade, e aqueles que a paróquia gostaria também de atrair, os chamados públicos potenciais) não sentirem que a mensagem é para eles, que não estão a ser acolhidos ou que aquela proposta não é para o seu bem maior, facilmente abandonam aquela igreja.

 

6 ações para aplicação do marketing em sua paróquia

1. O marketing ajuda a paróquia a perceber melhor quem são os grupos que mais precisam dela e do que em concreto;

2. Ajuda fazer o melhor encontro entre os recursos de que se dispõe, quer sejam pessoas, espaços, bens, atividades ou outros bens, e os objetivos que se delinearam;

3. É um aliado de quem quer um serviço melhor;

4. Ajuda, com eficácia, qualquer organização a aproximar-se das pessoas e suas ­realidades;

5. Acaba por ser uma responsabilidade para quem tem uma missão;

6.Quer passar das palavras à ação.

 

[spacer color=”454C52″ icon=”fa-user” style=”1″]

 

Madalena Abreu é Doutora em Gestão de Empresas, Especialização em Marketing, Docente no Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra.

Contato: [email protected]

Faça um comentário