O preço do feijão, que se tornou o vilão da inflação em junho e julho, deu uma folga nos últimos dois meses. Na prévia da inflação de setembro, o feijão-carioca teve queda de 6% em relação ao mês anterior, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O alívio no preço se deu por um conjunto de três fatores, explica o presidente do Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão) Marcelo Eduardo Lüders. A maior oferta de substitutos, com a importação de 60 mil toneladas de feijão preto e rajado, a redução da procura em função dos preços altos e um leve aumento na oferta pela boa colheita no mês de setembro levaram à redução.

A partir de meados de outubro até o final de novembro, uma nova colheita no Estado de São Paulo, que está sendo favorecida pelo clima, deve segurar novas elevações. “O consumidor deve encontrar o quilo por menos de R$ 10 com mais facilidade a partir do mês que vem”, afirma o especialista.

A normalização do estoque do feijão-carioca e uma estabilização nos preços só deve ocorrer a partir da metade de janeiro de 2017, quando começa a colheita da primeira safra. Ainda assim, o alimento não deve voltar ao patamar de preço de janeiro deste ano, quando custava, em média, R$ 5,25 na capital paulista, segundo pesquisa do IEA (Instituto de Economia Agrícola).

O preço médio do quilo em agosto era de R$ 11,44. De janeiro a setembro, o feijão-carioca subiu 139%. Em 12 meses, a alta é de 155%.

Fonte: Folha de S.Paulo

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