Hoje a Igreja celebra Santa Corona, padroeira de dificuldades financeiras e epidemias Hoje a Igreja celebra Santa Corona, padroeira de dificuldades financeiras e epidemias

Relíquias de Santa Corona, mártir da Igreja Católica assassinada aos 16 anos, ficarão expostas em catedral na Alemanha quando a pandemia passar

Católicos celebram neste 14 de maio o dia de Santa Corona, padroeira dos madeireiros e dos que buscam ajuda em tempos de dificuldades financeiras. Com a crise gerada pela Covid-19 — e com a semelhança com o nome do coronavírus —, a santa também se tornou padroeira da luta contra a pandemia.

Em março, os responsáveis pela Catedral de Aachen, na Alemanha, recuperaram as relíquias da Santa Corona guardadas dentro do relicário e começaram a polir o santuário dedicado a ela. A ideia é que eles fiquem expostos quando a pandemia do novo coronavírus passar.

Acredita-se que Santa Corona morreu aos 16 anos, provavelmente na Síria, por professar a fé cristã — o que desagradou os romanos do Século II. Ela foi cruelmente assassinada ao ser amarrada em duas palmeiras esticadas até o chão. Quando as plantas se soltaram rapidamente, o corpo da mártir foi esquartejado.

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Santa padroeira

À agência Reuters, a forma com a qual a santa morreu a tornou, primeiro, padroeira dos madeireiros. Porém, com o tempo, Santa Corona passou a interceder também pelas dores dos que sofrem com dificuldades financeiras e até epidemias.

Segundo a agência alemã Deutsche Welle, habitantes da pequena cidade austríaca que leva o nome de Santa Corona costumavam rezar pela mártir em tempos em que doenças contagiosas atacavam os animais das fazendas e pequenas propriedades rurais locais.

Com o novo coronavírus, a santa passou a também receber orações pelo fim da doença e dos efeitos econômicos da pandemia.

“Como vários outros santos, a Santa Corona pode ser fonte de esperança nesses tempos difíceis”, disse à agência Reuters a chefe da Câmara dos Tesouros da Catedral de Aachen, Brigitte Falk.

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