Televisão, rádio, cinema, dvd, cd, outdoors, revistas, vídeos, jornais, sites, e-mails, blogs, computadores, internet, celulares, os meios de comunicação evidentemente são mais para se usar e ter do que para se rejeitar. Trouxeram enormes benefícios à humanidade e a jogaram em um novo patamar de civilização. Comunicar foi sempre vocação primeira do ser humano, desde que o primeiro humano masculino descobriu que precisava conviver com outro humano: o feminino, vive-versa, e ambos com outros humanos que vieram a fazer parte da sua vida.

Ou se comunicavam até mesmo com os animais ou perderiam valioso apoio. Sem comunicação não haveria sobrevivência, nem alimentos. Ao domesticar os animais, que foi um ato de comunicação, ao ampliar e potencializar os meios de mover-se e comunicar-se, a humanidade avançou séculos. Mais precisamente nos últimos 30 anos, milhares de novas linguagens, instrumentos, veículos e sinais tornaram-se patrimônio de todos os povos e deram ao indivíduo o que nunca jamais indivíduo algum no passado sequer sonhou.

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Mas há os inconvenientes, alguns deles, gigantescos.  A mídia salva e ensina a salvar, mas também mata e ensina a matar. Sua mensagem nunca vem neutra. A depender de quem a envia e de quem a recebe o resultado pode ser catastrófico porque chega a milhões de olhos e ouvidos.

Uma geração inteira nos últimos 20 anos tem acesso quase ilimitado a todo o tipo de informação, inclusive a que deforma. Na internet escondem-se escolas de santos e de assassinos. Um teclado, um mouse e um ‘www’ podem ser escola de cultura ou escola de crime. Depende da escolha que fazemos. Um acesso que torna fácil entrar pode se transformar no beco sem saída de mais uma vida adolescente ou adulta.

Dias atrás, dizia-me um professor, afirmação confirmada por pelo menos quinze professores de outras matérias que seus alunos são rápidos de acesso e ruins de pesquisa. Vale dizer: correm para a WEB quando precisam de alguma informação, mas perderam a capacidade de manusear livros, folhear, anotar e saber o nome dos pensadores do seu tempo. Vem tudo resumido, reescrito, recortado e parcelado. O livro é inteiro, mas o verbete que buscam vem ruminado e parcelado. Parecem a dona de casa que nunca comprou um queijo ou um pernil inteiro. Só os conhece em fatias. Tudo fatiado e resumido… É a “geração www”. Os novos alunos não procuram, não manuseiam, nem pesquisam. Digitam e a internet vomita a informação, mas vomita em fatias.

Moral da história: “Quem aposenta o livro corre o risco de perder o fio da outra meada!”

Pe. Zezinho, SCJ é Sacerdote da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus – Dehonianos, Compositor, Escritor, Cantor, Professor, Radialista, Diretor e Criador de programas de televisão, entre outras atividades e formação acadêmica, como Doutorado em Teologia.

Site: www.padrezezinhoscj.com

Fonte: Revista Paróquias, ed. 39. Para ler mais matérias sobre gestão eclesial, assine já: (12) 3311-0665 ou [email protected]

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