Todo mundo reconhece a importância da comunicação. Sem a comunicação nada acontece. A explosão tecnológica midiática atual demonstrou a força comunicativa e seus condicionamentos na sociedade em geral. Verifica-se, portanto, quanto as pessoas se sentem atraídas por essa máquina poderosa, que é a tecnologia. Na maioria dos casos, há a ilusão de que o avanço tecnológico aumentou de maneira decidida à capacidade comunicativa do ser humano.

É verdade que existem muito mais meios de comunicação do que no passado, mas é necessário reconhecer também, que isso não garante uma verdadeira comunicação entre as pessoas. Por que isso?

Uma nova postura

Para acontecer comunicação, precisa-se fazer um processo no qual comunicadores, receptores, mensagens, contextos, avaliações e outros meios interajam entre si.

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Portanto, o nível de comunicação é definido na medida em que se tem uma maior identificação entre quem comunica e quem recebe. Acontece que esta nova tecnologia não é um simples instrumento a disposição do ser humano, mas o condiciona em toda sua vida, tanto no pensar quanto no agir. E assim, a pessoa é apresentada com um novo modo de ser. Nota-se que o ser humano de hoje, não é aquele de ontem, do passado. Ele pensa e age totalmente diferente.

Obviamente, presencia-se um novo tipo de cultura, na qual o ser humano para interagir precisa conhecer essa nova realidade tecnológica.

Linguagem x tecnologia

Para chegar a esse ponto, é necessário conhecer as novas linguagens que essa tecnologia produziu. De fato, costuma-se conhecer e aprofundar simplesmente uma linguagem que engloba escrita e fala, proporcionando ao ser humano a aprendizagem em vários níveis e áreas.

Mas, e as outras linguagens, como, por exemplo: áudio-visual, icônica, publicitária, sonora, gestual, cibernética, digital, etc? Quem nos ajuda a conhecê-las?

Sem ter esse conhecimento, entra-se numa realidade de desconhecimento, o que significa um novo analfabetismo. E esse analfabetismo gera incompreensões, desconfianças, tensões na convivência entre os seres humanos. Isto quer dizer que não adianta possuir a melhor e a maior tecnologia de comunicação sem conhecê-la. Precisa, imediatamente, derrubar este novo analfabetismo que entrou em nossa realidade e, sem ela, nós nos tornamos simples instrumentos de consumo.

Sugestão

A Pastoral da Comunicação (PASCOM) pode assumir este papel de educação para as novas linguagens. Na medida em que esta educação ajudar a descobrir, entender a composição dessas linguagens, o ser humano se torna mais livre de recepcionar as mensagens, resgatando a sua própria dignidade de filho ou filha de Deus.

3 passos iniciais para a familiarização com os novos códigos

  1. Estude a gramática e a sintaxe televisa fazendo exercícios práticos com análise de capítulos televisivos de entretenimento e informação;
  2. Estude a linguagem da internet, da ideia à imagem, a linguagem radiofônica e da propaganda e publicidade;
  3. Crie redes de intercâmbio de experiências positivas da nova cultura cibernética, e aprofundar documentos magisteriais da Igreja sobre a comunicação. É a partir deste conhecimento que nos ajuda a dialogar.

Pe. Cláudio Pighin é Sacerdote do Pontifício Instituto das Missões para o Exterior (PIME). Doutor e Mestre em Missiologia, Mestre em Pastoral da Comunicação Social . Foi professor da Pontifícia Universidade Urbaniana em Roma e, atualmente, do Instituto Regional de Formação Presbiteral de Belém – Pará e Assessor da Pastoral de Comunicação Social da CNBB – Norte 2.

Fonte: Revista Paróquias, ed. 16. Para ler mais matérias sobre pastoral da comunicação, assine já: (12) 3311-0665 ou [email protected]

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