Dentre infinitas possibilidades, escolher o nome para o bebê que está a caminho pode ser tarefa das mais complicadas. Afinal, são tantas ideias, referências, inspirações…

Mas a seleção fica mais fácil se você já tiver em mente que tipo de nome pretende eleger. Uma das alternativas bastante explorada pelos brasileiros é recorrer à religião para a escolha.

“O gosto do brasileiro em adotar nomes bíblicos ou religiosos para seus filhos está vinculado principalmente à fé, à cultura e ao conhecimento”, explica o teólogo e graduando em filosofia Alexander Teixeira Pessanha.

A religião predominante no Brasil é a cristã. Por isso, muitos pais acabam optando por nomes bíblicos para seus filhos, na busca do conhecimento religioso e de uma ligação íntima com o Sagrado, como argumenta o teólogo.

A mãe Gisele Costa conta que se inspirou na história de Davi e Golias. “Desejamos que, assim como Davi da bíblia, nosso filho seja corajoso, destemido e confiante ao Senhor. E que em todos os momentos enfrente os ‘Golias’ que surgirão pela frente”, diz. Além disso, Gisele gostou muito do significado do nome: amado por Deus.

O especialista Alexander observa que o conhecimento religioso inserido na cultura é tão presente que aparece até em canções, como a do cantor e compositor Renato Russo (da banda Legião Urbana), em sua famosa música “Pais e Filhos”, que expressa: “Meu filho vai ter nome de Santo, quero o nome mais bonito…”.

Por último, Alexander descreve a conexão que considera a mais substancial: a fé. “Nada é mais inexplicável que a fé. Uma vida de fé é uma exigência para uma vida cristã e, com isso, as pessoas escolhem pela fé o nome bíblico para os seus filhos porque depositam suas expectativas, as esperanças que eles sejam futuramente bem-sucedidos e abençoados por Deus”, explica.

Um detalhe que fundamenta isso é que dificilmente os pais escolherão um nome contido nas Escrituras de alguém que fracassou ou que não foi abençoado, como Judas, personagem que denota um traidor. Por essa razão, quando as pessoas escolhem os nomes bíblicos, a maioria delas se volta para o sentido e o significado deles.

Catia Martins de Oliveira escolheu Saulo por ser um nome forte e também porque é o primeiro nome do apóstolo Paulo, que foi um grande exemplo e teve grande influência nos escritos do novo testamento. Como lembra o teólogo Alexander, Saulo era chamado assim antes de sua conversão de fé a Jesus Cristo, que passou a chamá-lo de Paulo.

A mãe conta que o menino agora com 10 anos gosta bastante do seu nome, mas também por outro motivo. “Ele adora, por ser o único Saulo na escola. Os colegas até tentaram apelidá-lo de ‘Saulo Dinossauro’. Combina, mas acabou não pegando muito!”, comenta.

O que ficou mesmo foi o apelido dado pela família, Saulinho. “Apesar de que, se fosse apelidado pela sua estatura, seria Saulão”, brinca a mãe.

Conheça alguns nomes bíblicos muito adotados pelos brasileiros e inspire-se!

  • Davi: foi o nome masculino mais adotado em 2015. Na história, foi um pastor humilde, escolhido por Javé para suceder ao rei Saul. Graças à intervenção de Javé, matou o gigante filisteu chamado Golias, tornando-se um guerreiro e seguidor dos preceitos do Senhor.
  • Moisés: foi o escolhido para libertar os hebreus da escravidão no Egito, levando-os à “Terra Prometida”. Moisés sempre foi considerado o maior Profeta e o mais íntimo de Deus, estando abaixo apenas de Jesus.
  • João: duas pessoas com esse nome são referências. A primeira é João Batista, filho de Zacarias e de Isabel, primo de Jesus, que se notado por suas pregações e por batizar nas águas do rio Jordão. O outro João foi um dos discípulos de Jesus, que recebeu as revelações do apocalipse quando estava exilado na ilha de Patmos.
  • Pedro: apóstolo que Jesus chegou a negar em três situações, pois era frágil em certas situações, Pedro presenciou a transfiguração de Cristo, mas não compareceu ao Calvário. Contudo, como conta a história, fortalecido pelo Espírito Santo no Pentecostes, pregou o Evangelho com vigor.
  • Paulo: educado com o maior rigor dentro das leis do Judaísmo, lutou contra o Cristianismo, até que em uma viagem a Damasco teve a visão de Jesus Ressuscitado. A partir de então, converteu-se e acabou sendo o maior difusor da religão, sobretudo entre os não-judeus.
  • Sara: era esposa e sobrinha de Abraão. Segundo a bíblia, aos 91 anos gerou Isaac, o filho de Abraão, que herdaria a missão de gerar o chamado “povo eleito”.
  • Ester: se tornou rainha do rei Xerxes (da Pérsia). Ao saber que Amã, o então ministro do marido, planejava o extermínio dos judeus, intercedeu junto ao rei e salvou o povo hebreu do massacre, mesmo colocando a própria vida em risco.
  • Raquel: foi uma das esposas de Jacó e a mãe de José e de Benjamim. Morreu no parto de Benjamim.
  • Rebeca: sobrinha e nora de Abraão, foi esposa de Isaac e a mãe dos gêmeos Esaú e Jacó.
  • Maria: foi o nome feminino mais registrado em 2015. Trata-se da virgem convidada por Deus para ser a mãe de Jesus, que engravidou por ação direta do Espírito Santo.

Fonte: Disney Bubble

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