“O esporte ensina-nos a sermos solidários e a trabalharmos em equipe” disse o Papa

A cada gol marcado e cada pênalti defendido na Copa América deste ano serão doados US$ 10 mil (cerca de R$ 30 mil) à Scholas Ocurrentes, uma organização social vocacionada para ajudar jovens em ambiente escolar, apoiada pelo Vaticano, informaram os dirigentes da Conmebol durante visita ao papa Francisco nesta terça-feira (21).

 

 

O pontífice recebeu dois vice-presidentes da entidade sul-americana, Rafael Esquivel e Sergio Jadue Jadue, o presidente da Federação Equatoriana de Futebol, Luis Chiriboga Acosta, e Luis Segura, presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino).

No acordo, o torneio que começa no dia 11 de junho e terá a final no dia 4 de julho em Santiago, no Chile, além das próximas quatro edições, em 2016, 2019, 2023 e 2027, estão incluídas no projeto.

“Trata-se de um passo muito importante porque o esporte é uma ferramenta para a educação. O esporte ensina-nos a sermos solidários e a trabalharmos em equipe”, disse o Sumo Pontífice.

Na última Taça América, disputada em 2011 na Argentina e vencida pelo Uruguai, em 26 jogos foram apontados 54 gols. Menos do que na edição realizada em 2007, conquistada pelo Brasil, em que nas 26 partidas foram marcados 86 gols.

A média das últimas três edições da competição foi de 72 gols, o que leva a estimar em mais de 700 mil dólares a doação.

Na mesma ocasião foi também assinado um acordo de colaboração entre a Scholas e a Unicef (fundo das Nações Unidas para as crianças), com a duração de cinco anos, durante os quais as duas entidades vão colaborar numa série de atividades com o objetivo de alargar o acesso de jovens desfavorecidos às novas tecnologias, ao desporto e às artes.

A Scholas nasceu a partir de uma iniciativa do arcebispado de Buenos Aires, quando este tinha à sua frente, precisamente, o então cardeal Bergoglio. Trata-se de uma rede que, em pouco menos de dois anos, desde o seu nascimento em 2013, se relacionou com 400 mil escolas em 70 países, promovendo projetos que visam uma crescente inclusão educativa dos jovens.

Os jovens entre os 10 e os 19 anos representam quase 20% da população mundial e a grande maioria dos 1200 milhões de adolescentes do planeta vivem em países em desenvolvimento. Proporcionar aos mais desfavorecidos oportunidades para tomarem contato com novas tecnologias pode, por isso, ser importante, especialmente para aqueles que vivem em países em situação de guerra.

 

 

Por publico.pt e otempo.com.br

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