Foto: AFP
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O arcebispo de Barcelona, Cardeal Juan José Omella, presidiu neste domingo, 20, a Missa em memória das vítimas dos atentados desta semana. A celebração foi na Basílica da Sagrada Família, célebre templo projetado por Antonio Gaudí, símbolo da cidade.

Quase 1.800 pessoas recordaram as 14 vítimas fatais dos ataques terroristas na Rambla de Barcelona e na localidade costeira de Cambrils, 120 km ao sul. Centenas de pessoas acompanharam a missa do lado de fora do templo.

O rei Felipe, da Espanha, acompanhado da rainha Letícia, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, o presidente da região Catalunha, Carles Puigdemont; as prefeitas de Barcelona, Ada Colau, e de Cambrils, Camí Mendoza, participaram da cerimônia.

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A segurança no entorno da igreja foi reforçada, inclusive com a presença no interior de agentes de segurança e operadores da Cruz Vermelha e atiradores de elite no alto de edifícios.

Na homilia, o Cardeal Omella chamou a sociedade a ser ‘artesã da paz’ e a unir-se com o objetivo comum de fraternidade, respeito e amor solidário. “Somos um bonito mosaico. A união nos fortalece e a divisão corrói e destrói’.

Com a presença de membros de outras confissões religiosas, inclusive muçulmanos, o cardeal pediu unidade para que se possa olhar para o futuro com esperança. “Nosso silêncio e nossa oração, nossa presença neste lugar sagrado são sinais de repulsa ao atentado”, afirmou.

Antes do arcebispo Omella, tomou a palavra o bispo auxiliar de Barcelona, Dom Sebastià Taltavull, que clamou para que toda a dor vivida na Catalunha esta semana deixe lugar a “um novo estilo de convivência que respeite os direitos humanos e vele pela dignidade, superando toda diferença e exclusão”.

No final da Missa, o cardeal leu duas mensagens enviadas pelo Papa Francisco e revelou que recebeu um telefonema do Pontífice na tarde de sábado, 19, deixando gravada na secretária telefônica a sua expressão de solidariedade e proximidade ‘neste momento doloroso’.

Fonte: Canção Nova
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