Missa: saiba quais são suas partes e seus elementos
Foto: Wesley Almeida

A Missa e a sua estrutura

Caros leitores, este é o nosso segundo artigo da série sobre a “Santa Missa”. No primeiro artigo, vimos sobre a Liturgia da Missa, o sacramento da Eucaristia e as partes nas quais se divide a Santa Missa. Neste artigo, trabalharemos a estrutura, os elementos, as partes, as funções e os ministérios da Missa.

Antes de falarmos dos elementos da Missa, é preciso saber que a Liturgia traz um aspecto de beleza, por isso, é necessário compreender que a beleza é encontrada na harmonia e na ordem. Existe um valor estético na Liturgia da Missa, pois, a beleza encontrada na ordem, é uma maneira de elevar a alma para Deus. Contudo, a estética nunca pode ser considerada como finalidade da Missa. Sabemos que, Deus é a beleza infinita e o belo do Rito leva a beleza de Deus.

Veja também:
Papa Francisco inicia ciclo de catequeses sobre o “Pai Nosso”
7 respostas às perguntas mais comuns sobre o Advento

A Missa e seus elementos

Um dos elementos na Santa Missa são as leituras. Essas realizadas dentro da Liturgia são momentos imprescindíveis que Deus fala ao povo. Um grande mestre nas Sagradas Escrituras, São Jerônimo, nos ensinou que: “Ter contato com os textos Sagrados é essencial para o crente, pois, ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo”. Assim, como São Jerônimo, todos os santos dão ênfase no contato com as Sagradas Escrituras e o “lugar” solene de proclamação das leituras bíblicas é na Santa Missa.

Outro elemento da Missa é a Oração Eucarística. Essa pertence ao sacerdote, nem diáconos ou leigos podem fazê-la. A Oração Eucarística é o ápice e centro da ação litúrgica e deve-se ter toda a atenção, porque o sacerdote está fazendo as vezes de Cristo, dirigindo as orações a Deus em nome do povo e de todos os presentes.

A Oração Eucarística ainda se divide em: Prefácio (convidando os fiéis a elevarem os corações a Deus, o prefácio introduz a assembleia no Mistério Eucarístico), o Santo (aclamação a Deus realizada pelo céu e terra, ou seja, por todo o universo), a invocação do Espírito Santo e Consagração (através d’Ele Cristo realiza a sua obra na terra e transforma o pão e vinho em Corpo e Sangue de Cristo), as Preces e intercessões (a Igreja pede pela unidade, intercede pelo Papa e seus auxiliares e intercede pelos fiéis) e a Doxologia final (é usada apenas pelo sacerdote para glorificar a Deus).

As partes da Missa

A Missa é dividida em várias partes, além das duas principais (Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística já faladas no artigo anterior) quero abordar mais detalhadamente as demais partes. São elas: os Ritos Iniciais, o Rito da Comunhão, o Rito da Paz e os Ritos Finais.

Os Ritos Iniciais são compostos pela entrada do sacerdote, pelo sinal da Cruz e saudação aos fiéis, pelo Ato Penitencial, pelo Glória e pela Oração da Coleta. A entrada do sacerdote acontece com o cântico inicial, entram juntamente com o padre: o diácono (caso tenha) e os ministros que ajudarão o sacerdote. A procissão de entrada acontece solenemente, pois significa o trajeto feito por Cristo até o Calvário. Essa solenidade é porque, na Missa, acontece o mesmo sacrifício de Jesus, porém, agora, sobre o altar que se encontra no presbitério.

O sinal da Cruz e saudação aos fiéis são os ritos introdutórios da Santa Missa, pois toda a celebração acontece no espaço da Santíssima Trindade, afirma o Papa Francisco. Tem-se, também, o Ato Penitencial que é um convite ao fiel para reconhecer-se pecador e necessitado da misericórdia de Deus; terminando com a absolvição do padre, no entanto, sem a mesma eficácia do sacramento da penitência.

O Glória é um hino perfeito de louvor, porque dirige-se ao Pai e a Jesus Cristo pela unidade do Espírito Santo. E, finalizando os ritos iniciais, temos a Oração da Coleta, convite do sacerdote à oração e, nesse momento, cada fiel pode colocar interiormente suas intenções. Essa oração feita pelo sacerdote sempre é dirigida a Deus, por Cristo, na unidade do Espírito Santo.

O Rito da Comunhão é composto pela oração do Pai-Nosso que tem sentido comunitário; pela Oração da Paz que é um pedido de paz às pessoas e para a Igreja. Nessa parte da Santa Missa, a Igreja reunida pede a paz e a unidade para si e para toda a humanidade. Exemplo seguido de Cristo que, após a ressurreição, deu aos seus apóstolos a saudação da paz: “A paz esteja convosco”.

Passado esse momento, vem a fração do Pão (gesto realizado na última Ceia) onde o sacerdote mergulha uma fração do Pão no cálice, representando a união do Corpo e Sangue de Cristo. Logo após, temos a Comunhão, onde cada fiel recebe Jesus, é um momento importantíssimo, sendo assim, é necessário a consciência de tal atitude.

Por fim, acontecem os Ritos Finais com a saudação do sacerdote que diz: “O Senhor esteja convosco” e a assembleia responde: “Ele está no meio de nós” e, logo em seguida, se dá a bênção e o envio feito pelo diácono (caso tenha) ou pelo presidente da celebração.

Funções e ministérios da Missa

Agora iremos definir as funções do diácono, do povo de Deus, do acólito, do leitor, do salmista e do coral. Como estamos entendendo que a Missa é, também, um banquete de Deus e somos todos convidados d’Ele, nada melhor do que entender a função de cada um na celebração.

As funções do diácono na Missa são: proclamar o Evangelho, pregar a Palavra, indicar as intenções da oração do fiéis, ajudar o sacerdote, preparar o altar, distribuir a Eucaristia e, quando necessário, indicar ao povo os gestos e atitudes corporais. Sua participação é importantíssima e remontam o tempo dos primeiros cristãos que foram escolhidos sete para auxiliar os Apóstolos.

Os fiéis representam o povo resgatado, a nação santa, que dá graças a Deus, oferecendo, juntamente com o sacerdote, o santo sacrifício. Eles formam um corpo, ora ouvindo a Palavra de Deus, ora respondendo com orações e cânticos, gerando uma unidade própria da Liturgia da Missa.

O acólito, instituído pelo bispo para ajudar o sacerdote e o diácono, tem as funções de preparar o altar, vasos sagrados e a função de distribuir a Eucaristia. É importante a formação espiritual do acólito, pois, muitas vocações sacerdotais surgiram com o serviço de acólitos. Além da formação, possibilitar a ele uma melhor participação na Missa e nas devidas funções.

O leitor, também é instituído pelo bispo para realizar as leituras das Sagradas Escrituras. Com exceção do Evangelho, ele pode recitar as intenções da Oração dos Fiéis e, na falta do salmista, recitar o salmo. Na falta do acólito, pode ajudar o sacerdote e o diácono no serviço do altar; na falta do leitor instituído, pode-se convocar outra pessoa para realizar as leituras.

O salmista tem como competência proferir o salmo ou o cântico entre as leituras. Esse deve proclamar as leituras com boa pronúncia e dicção, proporcionando a todos a boa compreensão do que é lido.

Ao coral compete a função de executar os cânticos, as partes musicais devidas e a animação como, também, a participação dos fiéis, para tal, é necessário observar as rubricas. O cantor deve ter como característica uma espiritualidade relacionada com a sua função na Missa.

Fonte: Canção Nova

Faça um comentário