Dom Murilo Krieger: O que eu faria de fosse pároco

Conhecido pela simplicidade e pelo carisma acolhedor, Dom Murilo Krieger esteve à frente de um dos maiores e mais importantes eventos da Igreja Católica no Brasil – o 15º Congresso Eucarístico Nacional.

Dehoniano da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, hoje é Arcebispo Primaz do Brasil, Arquidiocese de São Salvador da Bahia.

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E nesse artigo, Dom Murilo fala aos párocos como é importante administrar sua paróquia com zelo e dedicação, e o que faria se fosse pároco:

Seu tempo

Daria muita atenção à minha agenda, na certeza de que não seria o povo que iria organizar meu tempo de pároco, mas eu próprio é que deveria administrá-lo,
estabelecendo prioridades.

Seu aprimoramento

Dedicaria um tempo determinado para leitura e para cursos de atualização (teológica, pastoral etc.), na certeza de que meu trabalho nunca haveria de se esgotar. Se não fizesse isso, correria o risco de ficar repetitivo e sem motivação.

Controles das finanças

Não abandonaria esse campo nas mãos de outros, mesmo que de pessoas competentes. Procuraria trabalhar com elas. Não pensaria: “Não fiquei padre para cuidar de dinheiro; isso é trabalho para outros.” Correria o risco de, um dia, ter que dedicar mais tempo do que gostaria para (novos) problemas econômicos…

Captar Recursos

Antes de tudo, me dedicaria ao povo; procuraria demonstrar que o amo e que quero seu bem. Sei que, então, os recursos apareceriam, especialmente por intermédio da Pastoral do Dízimo.

Sua equipe

Seguiria o princípio: “Líder não é o que trabalha, mas o que faz os outros trabalhar” (Completo o pensamento: isso dá um trabalho!…). Em outras palavras: ou me multiplicaria por meio de outros, delegando tarefas adequadamente, ou faria muito pouco e me cansaria em excesso.

Seu relacionamento com a comunidade

Procuraria agir na certeza de que antes do povo querer saber se o padre é santo ou sábio, quer saber se é acolhedor, se trata bem as pessoas. Por sinal, não existe santidade sem espírito de acolhida. E há sabedoria maior do que saber acolher bem as pessoas?

O patrimônio da paróquia

O dinheiro do povo é “sagrado”; deve ser respeitado ao máximo. Cuidaria muito, especialmente, na hora dos gastos paroquiais. Não faria investimentos a partir de gostos pessoais. Consultaria especialistas nas áreas que considero pertinentes e necessárias para benefício da paróquia. Só depois de obter informações corretas é que tomaria decisões nesse campo.

A catequese

É a alma da paróquia. Superaria, contudo, a visão que relaciona catequese somente à infância. Hoje, sem deixar essa catequese de lado, é preciso investir na catequese de adultos.

As pastorais

É especialmente por meio das pastorais que, como pároco, me multiplicaria e atingiria áreas da paróquia que jamais consegui atingir diretamente.

A acolhida

Difundiria entre meus colaboradores a certeza de que, mais do que um comportamento, a hospitalidade implica uma mentalidade, que deve permear as atitudes de todos os que trabalham numa paróquia.

Seus eventos

A “festa” é um valor na vida humana. Os eventos paroquiais alcançam seus objetivos, se forem marcados por um clima de alegria e de experiência de fraternidade. Por isso, procuraria valorizar o clima de festa na paróquia.

Sugestão final

Ame o povo, caro pároco. Faça questão de que o povo perceba seu amor por ele. O resto será consequência.

Fonte: Revista Paróquias, ed. 01. Para ler mais matérias sobre gestão eclesial, assine já: (12) 3311-0665, (12) 99660-1989 ou [email protected]

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