Parece que somos confrontados com histórias mal contadas o tempo todo. É hora de trazer a CIA para ajudar. Identifique o comportamento de um inventor de histórias e saiba como lidar com a mentira – ao estilo da CIA.

1. Procure dilatação nasal e coceira

Quando uma pessoa mente, tecidos específicos no nariz geralmente se dilatam, diz o Dr. Alan Hirsch da Fundação de Pesquisa e Tratamento do olfato e paladar de Chicago. Essa dilatação nasal, que Hirsch chama de “Sinal do Pinóquio”, faz com que as células liberem histamina, que por sua vez faz com que o nariz coce.

2. Note se há sinais de negação e aversão

Procure por sinais de negação, como cobrir ou bloquear a boca e cobrir ou esfregar os olhos, nariz ou ouvidos; e pistas de aversão, como virar a cabeça ou o corpo para fora ao fazer uma declaração crucial.

3. Cuidado com a retórica religiosa

Frases religiosas como “Juro sobre o túmulo de minha mãe”, ou “Deus é minha testemunha” são bandeiras vermelhas irônicas.

4. Apelar para as frases de negação

Frases de negação incluindo “confie em mim”, “honestamente”, e “para ser perfeitamente honesto” são evasivas. Evasão é uma tentativa de alterar a percepção, e essas frases repetidas uma e outra vez são indícios típicos de mentir.

Então, o que você pode fazer quando decide confrontar a mentira?

Phil Houston, ex-oficial da Agência Central de Inteligência (CIA) e executivo da QVerity, oferece sugestões em seu livro recentemente publicado Encontre a verdade: ex-oficiais da CIA ensinam como persuadir alguém a contar tudo.

5. Faça uma declaração de transição

“Em primeiro lugar, deixe-os saber que a mentira não está funcionando”, diz Houston. “Por exemplo, podemos dizer: ‘Meu bem, confesso que tenho um problema com o que você estava dizendo sobre o nosso cartão de crédito.’ Diga-o de uma forma discreta, sem tornar-se adversário para ajudar a manter a pessoa calma.”

6. Impeça a repetição da mentira

Os behavioristas explicam que, cada vez que você verbaliza uma mentira, você se torna mais psicologicamente entrincheirado nela. Assim, a segunda etapa é começar a falar e dar ao outro razões para lhe dizer o que realmente está acontecendo.

7. Baixe suas defesas

Racionalize ou minimize o problema para os riscos de dizer a verdade parecerem menores. “Ei ouça”, poderíamos dizer. “Todo mundo tem problemas com as suas faturas de cartão de crédito.” Podemos fazer em forma de um monólogo o que significa que estamos basicamente, tentando dizer à pessoa que ela ainda pode ganhar.

8. Mude para uma pergunta presumível

Depois de baixar as defesas, devemos mudar para uma pergunta do tipo: “O que você realmente fez com o cartão de crédito?”

Seja ouvindo “o cachorro comeu meu dever de casa” até “Eu não sei de onde todos esses sapatos novos vieram”, estamos navegando por pequenas mentiras e meias-verdades. O fascínio de mentir, como forma de evitar a consequência se estende por todas as faixas etárias. Sabemos agora que a melhor maneira de proteger-nos contra aqueles que sentem a necessidade de mentir é confrontar o engano e resolver a situação em uma abordagem aberta e honesta.

Esta é uma grande oportunidade para ensinar às crianças a queda do engano e ilustrar como uma mentira muitas vezes precisa de outra para se sustentar. O sofrimento em curto prazo de dizer a verdade é sempre melhor do que a ansiedade de longo prazo em esconder a verdade.

O mesmo acontece com os adultos. Quando pego em uma mentira, este é o momento de deixar claro que você vai ser sempre sincero com eles com a condição de que eles o tratem com o mesmo respeito. Se eles não podem ser verdadeiros, o relacionamento está acabado.

E se você ainda enfrenta pessoas que pensam que mentir não é um problema é hora de trazer a CIA. Ou, pelo menos, as suas técnicas. Eu vou experimentá-las com meus adolescentes e ver o que realmente aconteceu com o meu último par de sapatos de trabalho.

Por:Familia.com

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