O surpreendente papel da arte sacra na preservação da fé católica contra os ataques
Foto: Sophia Institute Press/Reprodução

Historiadora norte-americana radicada em Roma lança livro que analisa essa fascinante relação

A historiadora norte-americana especializada em história da arte e radicada na cidade de Roma, Elizabeth Lev, dedicou seu mais recente livro a analisar a importância da arte sacra na defesa da fé católica durante os transcendentais anos da reforma protestante e da contrarreforma católica.

Para a especialista, a arte sacra católica cumpriu um importante papel ao levar ao terreno da beleza as verdades da fé que já haviam sido submetidas a ampla discussão com palavras.

“A palavra impressa pode ser dolorosa, como qualquer um que tenha sofrido provocações na internet poderia dizer-lhes“, comentou a historiadora em uma entrevista concedida à Crux, na qual recordou que os fiéis padeceram na época da reforma uma batalha verbal através de panfletos, informações contraditórias de diferentes fontes e inclusive discussões baseadas em insultos pessoais. Em meio a esse ambiente, a Igreja empregou sua experiência de 1300 anos de comunicação através da arte. “Enquanto os protestantes debatiam se deviam enfrentar ou não os ícones, os católicos estavam respondendo patrocinando belas imagens que podiam unir as pessoas, olhando na mesma direção, para uma arte projetada para apontar ao divino“.

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A eficácia desta estratégia foi comprovadamente exitosa, já que ainda hoje essas obras de arte maravilham milhões de pessoas, inclusive não fiéis. “Foi um contragolpe de relações públicas brilhante“, afirmou a historiadora, “empregando os artistas como pregadores visuais para o público“. Não somente os mais famosos artistas foram recrutados na batalha pela fé, mas também um amplo espectro de artistas menos conhecidos: suas grandes obras impressionaram até santos como São Felipe Neri, que desmaiou ao contemplar o quadro da Visitação de Federico Fiori.

Uma dessas figuras foi a primeira pintora profissional, Lavinia Fontana, destacada por Lev em seu livro. Entre os méritos da artista está o de ter sido a primeira mulher a produzir um altar e harmonizar a vida profissional com a família: ela tinha um feliz casamento e foi mãe de 11 filhos. “Ela realmente teve tudo: fama, fortuna, família e fé!“, exclamou Lev.

O livro How Catholic Art Saved the Faith: The Triumph of Beauty and Truth in Counter-Reformation Art (Como a arte católica salvou a fé: o triunfo da beleza e da verdade na arte da Contrarreforma) foi publicado pela Sophia Institute Press.

Fonte: Aleteia

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